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Pecuária

Mato Grosso lança campanha de valorização do pecuarista

20 outubro 2010 - 11h54Por Diário de Cuiabá, por Marcondes Maciel.

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) lançou ontem uma campanha com o objetivo de mostrar a importância da pecuária para a economia local, ressaltando o trabalho do pecuarista e o impacto da atividade no desenvolvimento socioeconômico. 

Com o slogan “Nossa união produz grandes resultados”, a campanha – a ser desenvolvida até o próximo dia 24 – vai mostrar as ações realizadas pela Acrimat para apoiar o produtor neste momento em que se discute a importância socioeconômica e ambiental do setor pecuário para o estado.

“A campanha que acabamos de lançar é para dizer aos pecuaristas que eles não estão sozinhos e que existe uma instituição que os representa e busca soluções para os diversos assuntos que afligem o setor”, explica o presidente da Acrimat, Mario Candia Figueiredo.
 

“Não queremos polemizar, mas apenas mostrar a realidade, o que estamos fazendo no sentido de defender os interesses do produtor”, afirmou o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, ao lembrar que o pecuarista enfrenta desafios que afetam a atividade, como as campanhas publicitárias do Ministério Público Federal e das ONGs contra o setor. “O pecuarista se dedica em demasia aos assuntos da porteira para fora de sua propriedade, pois são muitas as questões jurídicas, tanto ambientais como comerciais e a quebradeira generalizada dos frigoríficos que tiraram muito capital de giro do produtor”, disse ele.

Para isso, o segmento expõe números referentes à atividade. Levantamento do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea/MT) mostram que Mato Grosso possuiu mais de 110 mil propriedades rurais voltadas à produção de gado, gerando em torno de 40 mil empregos diretos. Só em 2009 foram abatidas mais de 4 milhões de cabeças de gado, representando um faturamento R$ 4,20 bilhões, segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 

“Muitas cidades de Mato Grosso nasceram das patas do boi, como as da região do Pantanal, por exemplo. Não são poucos os produtores que dedicaram grande parte da sua vida à criação de novos municípios, atendendo a um chamado do governo federal que pedia a integração nacional com a ocupação de novas fronteiras econômicas e eles aceitaram o desafio. Mas, hoje esse mesmo governo e outras instituições públicas tratam o produtor como um grande vilão, o que não é justo”, diz Mário Candia.

Líder. O pecuarista mato-grossense é responsável por produzir o maior rebanho do país, com mais de 27 milhões de cabeças, contribuindo para que o Brasil seja o segundo maior exportador de carne do mundo. “O maior rebanho bovino foi formado pelo pecuarista com responsabilidade social e ambiental, pois os números demonstram que o produtor investiu pesado em genética, obtendo resultados na produtividade que evitaram a abertura de mais de 6 milhões de hectares de novas áreas de pastagem”, disse Vacari.

Em 1996, segundo o IBGE, Mato Grosso possuía 15,57 milhões de bovinos e, em 2008, esse número subiu para 25,93 milhões, crescimento de 66%. Essa evolução do rebanho refletiu em 18% apenas no aumento da área total de pastagens, que em 1996 era de 21,74 milhões de hectares para 25,77 milhões de hectares em 2008, segundo levantamento da empresa SSBR (Synoptika Solutions Brasil).