Menu
Busca segunda, 25 de maio de 2026
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
Previsão do tempo
27º
ANÁLISE ACRISSUL-AGRIFATTO

Mercado do boi gordo encerra semana sob forte pressão baixista

Nesta segunda -feira, apesar da oferta limitada, há ligeira procura por boi castrado e dianteiro para consumo in natura

25 maio 2026 - 14h03Por José Roberto dos Santos | Com informações da Análise Acrissul-Agrifatto
Mercado do boi gordo encerra semana sob forte pressão baixista

As vendas ao consumidor final na praça paulista oscilaram nos últimos três dias da semana: foram irregulares na sexta -feira e no sábado, melhoraram relativamente no domingo e encerraram o período ao nível razoável.

Na média dos três dias, o desempenho ficou entre fraco e apenas satisfatório. O frio e a chuva no sábado, somados ao orçamento apertado do consumidor, reduziram o movimento em supermercados e açougues.

No interior paulista e no Nordeste, o comportamento foi semelhante ao da capital. A expectativa é de leve aceleração no fim da quinzena, com a aproximação da primeira semana do próximo mês, quando a demanda por carne bovina tende a reagir.

No atacado com osso, o cenário foi parecido . As entregas da quinta -feira passada foram boas, mas perderam força na sexta, no sábado e na madrugada desta segunda -feira . A tendência é de que esse ritmo fraco persista ao menos até a próxima quinta -feira, refletindo o baixo volume de pedidos de reposição do varejo.

Atualmente, há pequena quantidade de mercadorias “encalhadas” nos entrepostos, com descarregamentos adiados por pelo menos um dia. Também ocorrem devoluções parciais pontuais por problemas de
qualidade, sem registros de recusas totais por outros motivos.

Nesta segunda -feira, apesar da oferta limitada, há ligeira procura por boi castrado e dianteiro para consumo in natura. Esses produtos, porém, só estão disponíveis para entrega a partir de quinta -feira, já que não houve
sobras nas vendas semanais ao atacado da quinta -feira passada .

Mercado do boi
Mantendo a toada das semanas anteriores, marcadas por recuo acelerado das cotações, o mercado físico do boi gordo seguiu sob forte pressão baixista na sexta-feira. A maior oferta de animais terminados, favorecida pela perda de qualidade das pastagens com o avanço do outono e pela necessidade de giro nas propriedades, somou-se ao enfraquecimento do consumo doméstico na segunda quinzena do mês e manteve o ambiente de baixa liquidez, com negócios lentos e seletivos na maior parte das praças.

Nesse cenário, a queda de braços entre pecuaristas e frigoríficos continuou acirrada. De um lado, os produtores passaram a dosar mais a oferta e a resistir a preços considerados baixos, à espera de melhora no cenário externo e de um mercado menos pressionado. De outro lado, os frigoríficos, amparados por
escalas confortáveis e ainda tentando alongá-las além de oito a nove dias de abate, seguiram sem urgência para novas compras, preservando o poder de barganha no curto prazo.

Após semanas de forte correção, começaram a surgir sinais pontuais de reação em praças importantes, especialmente onde a retenção de gado ainda limita a oferta imediata de boiadas. Esse movimento ajudou a reforçar a postura mais defensiva do pecuarista nos últimos dias, embora, no frigir dos ovos, o mercado ainda tenha permanecido travado e com baixo volume de negócios.

Na sexta-feira, todas as regiões monitoradas mantiveram as cotações inalteradas, refletindo justamente essa dificuldade de formação de preço em meio à cautela dos dois lados.

Nesta segunda -feira, a arroba em SP permaneceu em R$ 350,00. A média das demais regiões permaneceu em R$ 335,90. Em síntese, o mercado segue ancorado em escalas confortáveis, consumo doméstico ainda enfraquecido e atenção voltada aos próximos desdobramentos da demanda externa, num ambiente em que há sinais de maior resistência do produtor, mas ainda sem força suficiente para alterar, de forma consistente, a
tendência predominante no curto prazo.

Mercado futuro
No mercado futuro do boi gordo, a B3 encerrou a sexta-feira em ligeira alta. O principal destaque voltou a recair sobre o contrato com vencimento em junho de 2026, negociado a R$ 348,80 por arroba, com avanço de 0,906% em relação ao fechamento anterior