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SEGURANÇA NO CAMPO

Acrissul e entidades do agro cobram ações diante do avanço das invasões no campo

Presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai, participou de reunião convocada pela Famasul para discutir ações em defesa da segurança jurídica e da propriedade privada

17 junho 2026 - 18h23Por Fabíola Camilo da assessoria da Acrissul | Com informações Famasul

Representantes das principais entidades ligadas ao agronegócio de Mato Grosso do Sul se reuniram nesta semana, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em Campo Grande, para discutir o cenário de insegurança jurídica no campo e cobrar medidas efetivas das autoridades diante do aumento das invasões em propriedades rurais no Estado.

A reunião contou com a participação do presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Guilherme Bumlai, além de lideranças de diversas instituições representativas do setor produtivo, que demonstraram preocupação com os recentes episódios de violência registrados em áreas rurais e os impactos causados aos produtores.

O encontro ocorreu após os acontecimentos registrados na Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia, onde foram relatados atos de invasão, depredação, incêndios e destruição de patrimônio. O caso acendeu um alerta entre as entidades, que defendem uma atuação firme do poder público para garantir a ordem, a segurança e o respeito ao direito de propriedade.

Durante a reunião, as lideranças destacaram que a segurança jurídica é fundamental para o desenvolvimento econômico, para a manutenção dos investimentos e para a continuidade da produção agropecuária. Também foi reforçada a necessidade de que conflitos fundiários sejam tratados dentro dos limites da legislação e das instituições competentes, sem espaço para ações violentas ou para o descumprimento da lei.

Para o presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai, a união das entidades demonstra a preocupação do setor produtivo com o atual cenário e reforça a necessidade de uma resposta rápida das autoridades.

"O produtor rural precisa de segurança para trabalhar, investir e produzir. A propriedade privada é uma garantia constitucional e deve ser respeitada. Não podemos admitir que a violência e a insegurança avancem no campo. É fundamental que haja investigação, responsabilização dos envolvidos e ações efetivas para evitar novos episódios como os que temos acompanhado", afirmou.

As entidades também ressaltaram que a falta de soluções definitivas para conflitos fundiários históricos contribui para o aumento das tensões e da insegurança no meio rural. Nesse sentido, defenderam maior celeridade dos órgãos competentes na condução dos processos e a atuação coordenada dos governos e do sistema de justiça para garantir estabilidade e previsibilidade ao setor.

Além dos prejuízos materiais causados pelas invasões, os representantes do agro destacaram os impactos sociais e econômicos desses conflitos, que afetam diretamente produtores, trabalhadores rurais, famílias e comunidades inteiras que dependem da atividade agropecuária.

Ao final da reunião, as entidades reafirmaram seu compromisso com a defesa do Estado Democrático de Direito, da segurança jurídica e da paz no campo, reforçando que o diálogo e o respeito às instituições são os únicos caminhos para a construção de soluções duradouras.