O IBGE divulgou na terça-feira (16/6) os dados oficiais dos abates brasileiros de bovinos referentes ao primeiro trimestre de 2026, e um ponto que chamou atenção dos analistas da Agrifatto: o perfil mais jovem (novilhos e novilhas) dos animais levados aos ganchos, puxado especialmente pelas novilhas.
Essa categoria representou 16,45% do total abatido no trimestre, com alta de 0,42 ponto percentual sobre a participação registrada em igual período de 2025 e 5,17 pontos percentuais acima da média da última década. “Olhando apenas para a categoria de fêmeas, essa participação sobe para 32,94%, o maior nível da história e 8,77 pontos percentuais acima da média dos últimos 15 anos”, destacou a Agrifatto.
Entre os machos, os novilhos seguiram o mesmo movimento, com 4,18% de participação no total abatido (+0,12 ponto percentual na comparação anual). Segundo os cálculos da Agrifatto, somando novilhas e novilhos, a categoria atingiu 2,12 milhões de cabeças e 20,62% do total, maior volume e participação já registrados na história.
Tal desempenho, dizem os analistas da consultoria, deve-se ao aumento da demanda externa, sobretudo da China, em meio à corrida dos importadores para preencher as cotas de salvaguarda.
Para os próximos meses de 2026, prevê a consultoria, a expectativa é de desaceleração no ritmo de abates, à medida que o descarte de fêmeas tende a perder força ao longo do ano. “O total abatido no ano deve fechar em 40,93 milhões de cabeças, recuo de 4,4% sobre o volume de 2025, mas ainda 3,1% acima da quantidade registrada em 2024”, estimou a Agrifatto.




