O mercado do boi gordo continua travado por causa de uma queda de braço entre frigoríficos e produtores, conforme análise do Cepea. Diante disso, o mercado físico encerrou a última semana com baixa liquidez, mas com avanço nos preços na maior parte das praças pesquisadas.
Enquanto a indústria tenta reduzir os preços diante das vendas enfraquecidas de carne bovina, os pecuaristas seguram a oferta de animais na expectativa de negociações mais favoráveis, cenário sustentado pela disponibilidade restrita de boiadas prontas para o abate.
O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ fechou a sexta-feira cotado a R$ 333,50 por arroba, acumulando alta de 2,1% na semana. No comparativo diário, o indicador avançou 0,71%, mas ainda registra queda de 0,86% no acumulado do mês, conforme os dados do Cepea.
A sexta-feira foi marcada por baixa liquidez, com compradores e vendedores praticamente ausentes das negociações. Apesar do ritmo lento, o comparativo semanal registrou reajustes positivos em 17 das 28 praças acompanhadas pelo Cepea, com destaque para Três Lagoas, São José do Rio Preto e Cáceres, que apresentaram altas de 2,16%, 1,74% e 1,53%, respectivamente.
No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça casada do boi terminou a semana com média de R$ 23,41 por quilo à vista, recuo de 1,1% em relação à semana anterior, refletindo a demanda mais fraca pela carne bovina.





