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MELHORAMENTO E REPRODUÇÃO

Genética provada combate 'touros cabeceira de boiada' e eleva margem na cria

Campanha G30 e programa PGGL unem forças para ampliar inseminação artificial até 2030

30 outubro 2026 - 12h20Por Canal Rural
Genética provada combate 'touros cabeceira de boiada' e eleva margem na cria

A pecuária de corte nacional intensifica as ações técnicas para erradicar o uso de reprodutores sem avaliação genética nas fazendas. Lideranças do setor alertam que touros de cabeceira de boiada geram bezerros tardios e de baixo rendimento na balança. Para reverter esse cenário, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial lançou a campanha nacional G30 durante a estação reprodutiva.

A iniciativa visa elevar a taxa de inseminação de matrizes no Brasil do patamar de 23% para 30% até 2030. Paralelamente, o Programa de Gestão Genética Lucrativa de Avaliação de Progênies constrói um banco de dados robusto para direcionar acasalamentos. As ferramentas buscam orientar pequenos e médios criadores na escolha de animais com potencial produtivo comprovado por índices zootécnicos.

Especialistas ressaltam que o custo operacional do protocolo de IATF e a mão de obra no curral são idênticos em qualquer manejo. Portanto, não existem justificativas econômicas para utilizar sêmen de procedência duvidosa em vez de genética provada e acessível. A decisão tomada na atual estação de monta ditará o peso e o valor dos bezerros desmamados pelos próximos dois anos.

Atualmente, cerca de trinta milhões de bezerros nascem anualmente no país oriundos de touros desprovidos de qualquer avaliação genealógica oficial. Essa carência técnica puxa a média de produtividade para baixo e reduz o ganho financeiro do pecuarista de cria comercial. O programa PGGL atua diretamente para mensurar os números das fazendas e corrigir falhas de conformação no rebanho.