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MERCADO PECUÁRIO

Arroba do boi gordo: escalas de abate encurtadas seguem trazendo novas altas

Necessidade de recompor as programações mantém os frigoríficos ativos nas compras

20 outubro 2026 - 16h04Por Scot Consultoria | Abrafrigo
Arroba do boi gordo: escalas de abate encurtadas seguem trazendo novas altas

O mercado físico do boi gordo permanece firme, sustentado pela oferta restrita de animais e pelas escalas de abate pouco confortáveis, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maioria das regiões pesquisadas. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a necessidade de recompor as programações mantém os frigoríficos ativos nas compras e favorece a manutenção do viés de alta.

“Embora o movimento apresente intensidades distintas entre as praças, continuam sendo registrados negócios acima das referências médias, especialmente nas regiões em que a disponibilidade de boiadas é mais limitada.” Preços médios da arroba do boi: São Paulo: R$ 384,13 — na sexta: R$ 383,83. Goiás: R$ 369,46 — na sexta: R$ 368,57. Minas Gerais: R$ 375,29 — na sexta: R$ 373,76. Mato Grosso do Sul: R$ 372,95 — na sexta: R$ 372,52. Mato Grosso: R$ 357,09 — na sexta: R$ 352,57.

O mercado atacadista de carne bovina opera com preços inalterados. Em São Paulo, o quarto dianteiro permanece cotado a R$ 22,00 por quilo, enquanto o quarto traseiro segue em R$ 29,50 e a ponta de agulha em R$ 20,50. A vaca casada continua precificada a R$ 24,50 por quilo.

O equivalente físico do boi gordo ficou em R$ 380,85 por arroba, alcançando R$ 398,25 quando considerados couro e sebo. “Na segunda quinzena, a demanda tende a apresentar maior acomodação, diante do menor apelo ao consumo e da perda gradual dos efeitos associados à entrada dos salários.

Além disso, a menor competitividade da carne bovina diante do frango e dos cortes suínos limita o espaço para novos reajustes”, apontou Iglesias.