Menu
Busca segunda, 06 de julho de 2026
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
Previsão do tempo
25º
MERCADO EXTERNO

Carne bovina: Brasil exporta 324,35 mil toneladas em junho/26, volume recorde

Só de proteína in natura (congelada, resfriada e fresca), os embarques atingiram 279,68 mil toneladas no mês passado, um avanço de 16% sobre o resultado computado em junho/25

06 julho 2026 - 10h53Por Abrafrigo | Associação Brasileira de Frigoríficos
Carne bovina: Brasil exporta 324,35 mil toneladas em junho/26, volume recorde

As exportações brasileiras de todos os tipos de carne bovina (in natura, industrializadas e miúdos) atingiram recorde mensal para o mês de junho, alcançando 324,35 mil toneladas, superando o recorde anterior, de junho/25, informou a Agrifatto, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na comparação com o volume de maio/26, houve alta de 6,24% nos embarques do mês passado. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o avanço foi de 13,55%.

O resultado de junho/26 foi também o melhor desempenho mensal deste ano, destacou a Agrifatto. De acordo com os dados da Secex, considerando todos os tipos de carne bovina, o valor médio da tonelada exportada subiu 1,44% no comparativo mensal, alcançando US$ 6.094,25, enquanto em relação à cotação média de junho de 2025, o avanço foi de 20,2%.

Com isso, a receita dos embarques da proteína brasileira atingiu US$ 1,97 bilhão em junho/26, resultado 36,52% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. No acumulado de janeiro a junho deste ano, o Brasil embarcou 1,76 milhão de toneladas de carne bovina in natura e industrializada, além de miúdos, um crescimento de 13,86% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

O preço médio no primeiro semestre de 2026 ficou em US$ 6.052,16/t, com valorização anual de 18,93% e novo recorde histórico, superando o patamar de 2022 (US$ 6.038,29/t) em 0,23%. Para além da China, junho trouxe movimentações relevantes entre os demais destinos e reforçou o processo de diversificação de destinos. Os Estados Unidos se mantiveram como o segundo maior comprador do mês, com 26,35 mil toneladas e participação de 8,12% no total embarcado.

Ainda que o volume tenha recuado 8,56% frente a maio, o mercado norte-americano segue 44,53% acima do registrado em junho de 2025. O bloco asiático e do Oriente Médio foi o grande destaque de crescimento. A Indonésia embarcou 9,25 mil toneladas, com avanço de 63,6% no mês e expressivos 89,60% na comparação anual.

A Arábia Saudita seguiu o mesmo ritmo, somando 8,88 mil toneladas, alta de 74,7% frente a maio e de 69,86% ante junho de 2025. Hong Kong também contribuiu positivamente, com 9,89 mil toneladas e ganhos de 11,92% no mês e 36,78% no ano. Na América Latina, o Chile confirmou força como destino, com 12,83 mil toneladas e valorização tanto mensal (52,07%) quanto anual (37,92%). O México, por sua vez, protagonizou a recuperação mais expressiva no comparativo mensal, com salto de 95,60% e 11,84 mil toneladas embarcadas, ainda que permaneça 27,86% abaixo do volume de junho de 2025.

A China permaneceu como o principal motor das exportações brasileiras em junho/26, destacou a Agrifatto. O país asiático absorveu 158,42 mil toneladas, alta de 2,96% na comparação mensal e avanço de 17,85% sobre o resultado de junho/25, respondendo por 48,84% de todo o volume embarcado pelo Brasil no mês passado.

“O desempenho chama atenção por ter ocorrido mesmo diante da sinalização de algumas indústrias sobre a paralisação dos envios ao gigante asiático a partir da segunda quinzena do mês”, observou a Agrifatto, referindo-se à medida de salvaguarda chinesa, que estabelece tarifa adicional de 55% para os embarques brasileiros fora da cota anual de 1,1 milhão de toneladas.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o Brasil já exportou 773,26 mil toneladas para o mercado chinês, um aumento de 22,40% na comparação anual. No entanto, considerando o volume ainda em trânsito que chegará na China, a perspectiva para julho/26 é de acomodação no ritmo de exportações ao país asiático, com o mercado voltando a atenção para a capacidade dos demais destinos de sustentar o forte desempenho do setor, prevê a Agrifatto.

“Os avanços consistentes de Estados Unidos, Indonésia, Arábia Saudita e Chile indicam que a diversificação conquistada ao longo de 2026 pode ajudar a compensar parte da desaceleração esperada no principal parceiro comercial”, disse a consultoria.