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Pecuária

Dia do pecuarista: Brasil pode se tornar o maior produtor de carne bovina do mundo

19 julho 2016 - 00h00Por CNA

A cadeia produtiva brasileira da carne bovina movimenta cerca de R$ 167,5 bilhões, por ano, e gera aproximadamente 7 milhões de empregos. O setor produz 9,5 milhões de toneladas, sendo 7,6 milhões destinadas ao mercado interno e 1,8 milhão exportadas para mais de 140 países, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Nos próximos cinco anos, o Brasil pode ser o maior produtor de carne bovina do mundo, superando os Estados Unidos, que atualmente ocupam o primeiro lugar no ranking.

Diante desses dados, o Brasil tem motivos de sobra para celebrar o Dia Nacional do Pecuarista, comemorado nesta sexta (15/07). A data foi instituída pela Lei n° 11.716/2008. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as federações de agricultura e pecuária parabenizam a todos os pecuaristas pela contribuição e empenho dedicados à produção brasileira, que se destaca no cenário econômico mundial.

“É importante reforçar que vivemos em um país com dimensões continentais e de clima tropical. Há alguns anos optamos por implantar um modelo de pecuária, no qual se produz bovinos com sustentabilidade e produtividade de referência mundial, reforçando a vocação do Brasil em várias cadeias produtivas do agronegócio. Além disso, nossa principal base econômica é a pecuária que já demonstra resultados expressivos ao utilizar a tecnologia a pasto para criar boi”.André Bartocci, pecuarista em Mato Grosso do Sul e terceiro diretor secretário da FAMASUL.

Informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o rebanho bovino brasileiro possui mais de 212 milhões de cabeças. Os cincos maiores estados produtores são: Mato Grosso, com 28 milhões de cabeças; Minas Gerais, com 23 milhões; Goiás, com 21 milhões; Mato Grosso do Sul, com 21 milhões e Pará, com 19 milhões.

O rebanho nacional é formado por raças zebuínas, taurinas e asiáticas, tanto para produção de carne, quanto para produção de leite. Com aptidão para corte, nas zebuínas, considera-se predominantemente a raça nelore, seguida da guzerá, brahman, tabapuã, sindi e indubrasil. Entre as principais raças taurinas estão a aberdeen-angus, hereford & braford, brangus, simental, limousin, charolês e a raça wagyu, de origem asiática. E com habilidade para leite são criadas as raças zebuínas gir leiteiro e girolando e as raças taurinas holandesa e jersey.

“Sou mineiro e estou em Mato Grosso há 18 anos. Tenho orgulho desta terra e principalmente de produzir na região Centro-Oeste responsável pelo maior rebanho de bovinos do país. A pecuária brasileira é um braço forte do setor do agronegócio. Produzimos emprego, contribuímos para a balança comercial e ajudamos a sustentar a economia do nosso país. Fazemos parte de uma atividade humana responsável pela produção de alimentos e bens de consumo que são fundamentais para a vida humana”. João Oliveira Gouveia Neto, pecuarista no município de Cáceres, Região Oeste de Mato Grosso.