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Pecuária

Conheça em detalhes a situação da pecuária nos EUA

17 agosto 2012 - 03h24Por Rabobank
Conheça em detalhes a situação da pecuária nos EUA

 

Introdução

Quando se avalia o estado do mercado pecuário dos Estados Unidos e do México não há necessidade de olhar muito além das recentes condições climáticas dos Estados Unidos para ver porque as coisas não estão normais. Com o segundo ano consecutivo de seca severa prejudicando a agricultura dos Estados Unidos, São feitas comparações entre os dois anos. Entretanto, observando os mapas de Monitoramento da Seca dos Estados Unidos de 2011 e 2012 percebem-se cenários amplamente diferentes (veja as Figuras 1 e 2).

A seca de 2012 cobre maior área, mas não está com a intensidade da seca de 2011. No ano passado, a seca centrou-se em Texas, Oklahoma e Novo México, e estendeu-se para Arkansas, Louisiana e estados do sudeste como Alabama, Mississippi, Geórgia e Florida. A seca desse ano é muito menos severa em intensidade, mas está mais disseminada, afetando grande parte do Cinturão do Milho (Corn Belt) também.

É válido notar que as áreas mais afetadas na seca de 2011 tinham a maior concentração de bovinos de corte dos Estados Unidos. Como resultado, a taxa de lotação ainda está abaixo do normal, o que reduziu a exigência para estas pastagens nessa estação. Desta forma, as pastagens estão melhor que no ano passado, mas incertezas permanecem.

A região das Planícies do Sul, que foram tão severamente impactadas no ano passado, está tendo uma estação de pastagem típica neste ano (Figuras 3 e 4). Considerando a porcentagem de classificações como ruins ou muito ruins nessa região no ano passado, o Rabobank não espera ver as condições piorarem para algo próximo ao que ocorreu no ano passado.

Infelizmente, a classificação de condição produtiva dos Estados Unidos abriram a estação em média com 20% como ruins a muito ruins, porém pioraram em um espaço curto de tempo. Essas pontuações estão em mais de 50% ruins a muito ruins, apesar de parecer improvável que estas condições piorarão para pontos próximos à seca reportada nas Planícies do Sul em 2011. Entretanto, restam incertezas para o restante do ano devido aos estoques anormalmente escassos de feno necessários para o próximo inverno.

Confinamento: prejuízo de US$ 250,00/animal

O relatório de Animais Confinados dos Estados Unidos de 1o de julho de 2012, foi bastante próximo das estimativas pré-relatório. Entretanto, uma avaliação mais detalhada mostra que existem amplas variações nos dados de confinamento entre os estados. Em 10,7 milhões de cabeças segundo o relatório de julho, o número de animais confinados aumentou 2,5% com relação a 2011 e 4,4% com relação à média dos últimos cinco anos (veja Figura 5). O número de animais confinados foi de 1,6 milhão, 2% a menos que em 2011 e 5,4% a mais que a média dos últimos cinco anos (veja Figura 6). É essa diferença do número de animais entre os principais estados do país que torna o relatório incomum.

No Texas, em junho, os animais confinados caíram 16% com relação ao ano anterior, devido ao alto número de animais confinados em 2011 por causa da seca. No extremo oposto, em Nebraska, o confinamento aumentou 24%, refletindo as condições do clima no Cinturão do Milho Ocidental e na Região Intermontanhosa (Intermountain Region) nesse ano. Embora tenha havido variação entre Texas e Nebraska, os confinamentos no Kansas foram exatamente os mesmas do ano anterior.

A grande incerteza para o futuro é o número de animais confinados em todo o país. Atualmente, os terminadores de gado estão perdendo mais de US$ 250 por cabeça com a venda de gado. A troca de animais vivos por animais de reposição não está oferecendo vantagem. Até agora, o forte declínio no valore dos animais para engorda foi totalmente absorvido pelo aumento nos preços dos alimentos animais.

Número de animais abatidos

O abate durante o mês de junho foi de apenas 1,96 milhão de cabeças, 6% a menos que no ano anterior e 4% a menos que a média dos últimos cinco anos (veja Figura 7). O declínio no número de animais comercializados mostrou que os terminadores estão prorrogando suas vendas para adiar as perdas, bem como esperando uma mudança de preço, como estava no começo do ano.

Há vários meses tem havido diferença entre o abate projetado por sucessivos relatórios de gado confinado e as taxas reais de abates de novilhas e novilhos. A principal explicação para essa variação está no fato de que o relatório somente coleta dados de confinamentos com 1.000 cabeças ou mais de capacidade.

Uma consequência do contínuo aumento nos preços do milho é que muitos pequenos produtores estão escolhendo vender milho ao invés de alimentar o gado. O fato de eles não estarem confinando faz que não sejam incluídos nas pesquisas do relatório, causando disparidade entre o abate projetado e os abates reais. À medida que o gado que não é contado é removido do sistema, será possível alinhar a comparação ano a ano com confinamentos de 1.000 cabeças ou mais. Embora a variação nos abates.

Inventário semestral do rebanho bovino

O relatório semestral do USDA sobre o rebanho bovino mostra que o número de bois e bezerros em 1o de julho de 2012 era de 97,8 milhões de cabeças, 2% a menos que no ano anterior. O número de vacas e novilhas, de 39,7 milhões de cabeças, caindo 3%. O número de vacas de corte, de 30,5 milhões de cabeças, caiu 3% com relação ao ano anterior, enquanto o número de vacas leiteiras não mudou, ficando em 9,2 milhões de cabeças. Todas as novilhas de 500 libras (226,8 quilos) ou mais caiu 2%, para 15,7 milhões de cabeças.

As novilhas de corte de reposição, de 4,2 milhões de cabeças, não mudaram com relação ao ano anterior, e as novilhas leiteiras de reposição caíram 2%, para 4,1 milhões de cabeças. Novilhos pesando 500 libras ou mais caíram 1%, para 14 milhões de cabeças, enquanto touros pesando 500 libras ou mais caíram 5%, para 1,9 milhão de cabeças.

Bezerros pesando menos de 500 libras caíram 3%, para 26,5 milhões de cabeças. Todos o gado e bezerros em engorda para abate aumentaram 1%, para 12,3 milhões de cabeças. A safra de bezerros foi estimada em 34,5 milhões de cabeças, 2% a menos. O resultado final do relatório do rebanho bovino mostrou que o clima prejudicou a pecuária do país e que maior liquidação do rebanho poderá ser relatada em janeiro de 2013.

O relatório semestral sobre o rebanho bovino poderia ter sido vítima dos cortes de orçamento do USDA, mas foi salvo por eliminação, pelo menos neste ano. Será interessante ver se 2012 é o ano final do relatório.

Retenção de fêmeas

Com tanta atenção sobre a seca, as más condições das pastagens e a terminação forçada em confinamento, é surpreendente ver que neste ano a porcentagem de novilhas confinadas tem declinado. Isso mostra que apesar das limitações do clima, os pecuaristas perceberam a escassa oferta de gado e estão retendo suas novilhas (veja Figura 9). Neste contexto, qualquer retenção de fêmeas é boa para a indústria no longo prazo. Entretanto, qualquer declínio no número de fêmeas confinadas significa uma oferta mais estreita para os confinadores e para os frigoríficos.

Importações de animais

O maior ritmo de exportação de gado para engorda do México aos Estados Unidos continuou e até aumentou na primeira metade de 2012 (veja Figura 10) principalmente devido à seca. Uma segunda razão para os produtores mexicanos é que o preço do gado e bezerro para reposição se manteve em níveis recordes neste ano.

O alto volume histórico de exportação de gado do México para os EUA por causa da seca voltou a níveis normais após mudança no clima. Entretanto, o rebanho bovino mexicano diminuiu, necessitando de três a cinco anos de exportações abaixo da média para reconstrução do rebanho. Dessa vez, não parece diferente: qualquer aumento nas exportações mexicanas prejudicará ainda mais a oferta de gado de reposição para a indústria como um todo. Prejudicando da mesma forma os criadores do sul dos Estados Unidos, por causa de sua dependência da oferta de gados mexicanos para engorda.

Alto preço da reposição em 2012

O preço do gado para engorda, representado pelo CME Feeder Index, tem sido excepcionalmente forte em 2012. Os altos preços estão influenciados pela oferta limitada de reposição, bem como pela competição por animais para confinar. O impacto da questão da carne bovina magra de textura fina (LFTB, da sigla em inglês) levou a um pico de mercado no começo de março e também impactou nos preços durante abril (veja Figura 11). O mercado esteve em processo de recuperação durante maio e junho, quando a seca passou a influenciar o mercado de milho.

Considerando a atual combinação de condições climáticas e escassa oferta de gado de reposição, a única certeza que se tem é sobre a volatilidade de preços. Em 20 de julho, o índice de gado de reposição tinha declinado para os níveis do ano anterior pela primeira vez nesse ano. Ainda, o aumento no preço do milho para novos recordes está colocando intensa pressão nos valores destes animais e forçando uma quebra contra-sazonal nos preços da reposição.

Abate de fêmeas

O abate de vacas neste ano caiu 3% com relação aos níveis do ano anterior e estão em mesmo patamar da média dos últimos cinco anos (veja Figura 12). Os abates de vacas de corte caíram 9% com relação ao ano anterior e estão 3% abaixo da média dos últimos cinco anos. Os abates de vacas leiteiras aumentaram 4% com relação ao ano anterior e à media dos últimos cinco anos. O declínio nos abates de vacas de corte reflete uma liquidação nas Planícies do Sul de um ano atrás, bem como os esforços dos produtores para reter números e começar a reconstruir, apesar das desafiadoras condições climáticas. Deve-se notar que os abates de vacas de corte nas Planícies do Sul caíram 20% com relação ao ano anterior, embora os abates totais de vacas tenham caído 5% após liquidação de rebanho nesta região há um ano. O aumento nos abates de vacas leiteiras é um reflexo das perdas no setor até agora nesse ano.

Embora não haja uma forma de determinar com precisão a fonte regional de vacas para abate, indícios casuais sugerem que um maior movimento de vacas em 2012 está vindo da Região Intermontanhosa, bem como de Nebraska e Dakota do Sul, como uma reação à severidade das piores áreas afetadas pela seca nesse ano.

Há grandes especulações sobre a liquidação forçada de vacas devido às condições de seca. Embora tenha ocorrido algum aumento nos abates de vacas, está claro que o movimento de vacas durante o segundo trimestre de 2012 foi amplamente diferente do movimento do segundo trimestre de 2011. Também é importante notar que foi durante a segunda metade de 2011 que os abates de vacas se intensificaram como resultado da seca. Considerando o aumento das condições de seca em julho de 2012, o monitoramento do movimento de vacas para o restante do ano será crítico. Nesse ponto, é provável que as condições de seca de 2012 eliminaram as previsões de qualquer expansão em 2012.

Pesos de carcaça

Uma diferença muito clara com relação em 2011 é o peso das carcaças. Atualmente, as carcaças bovinas estão pesando 10 libras (4,5 quilos) acima da média dos pesos do ano passado e têm estado na média dos últimos cinco anos até agora.

Uma explicação parcial para a mudança com relação ao ano anterior nos pesos das carcaças tem sido uma mistura nos abates, com os abates de vacas leiteiras aumentando 4% e as de corte caindo 9%. Outra explicação parcial é que as vacas vindo das faixas do norte dos estados são tipicamente maiores. A explicação mais ampla é que, embora os dados de pesos das carcaças cubram uma área geográfica muito maior, esses também mostram que os animais que representam o perfil de abates deste ano não foram prejudicados de uma forma tão severa como os animais nos estados do sul afetados pela seca no ano anterior (veja Figura 13).

Os abates de boi gordo na primeira metade de 2012 caíram 5% com relação a 2011 e ficaram 3% menores que a média dos últimos cinco anos (veja Figura 14). Os abates de novilho gordo caíram 4% com relação ao ano anterior e ficaram 5% menores que a média dos últimos cinco anos. Os abates de novilhas até agora nesse ano ficaram 6% menores, tanto com relação ao ano anterior, como com relação à média dos últimos cinco anos. O declínio nos abates de novilhas é outra indicação de que a indústria está trabalhando em direção à expansão. O Rabobank espera que a oferta de boi gordo tenha declínio adicional para a segunda metade do ano.

A produção de carne bovina em 2012 tem estado no mesmo nível ou acima dos níveis esperados (veja Figura 16). A produção caiu 3% com relação ao ano anterior e está 2% menor do que a média dos últimos cinco anos. O peso médio das carcaças de novilho até agora nesse ano é de 829,5 libras (376,25 quilos), 16 libras (7,25 quilos) ou 2% a mais que no ano anterior e 21,3 libras (9,66 quilos) ou 2,6% a mais do que a média dos últimos cinco anos (veja Figura 15).

O ritmo de produção de carne bovina deverá cair durante o segundo semestre por duas principais razões. Primeiro, a oferta de boi gordo cairá, forçando os frigoríficos a se tornarem mais agressivos em suas compras e a escolher os animais mais cedo. Em segundo lugar, embora as condições climáticas estivessem quase perfeitas para a criação de gado durante a primeira metade do ano, o oposto ocorrerá para a segunda metade. Os padrões de temperaturas altas a extremamente altas vistos durante junho e julho deverão afetar o desempenho do gado confinado, o que impactará no peso ao abate durante do segundo semestre. Além disso, um aumento nos preços do milho encorajará os confinadores a abaterem os animais o mais rápido possível.

Tem sido divulgado que o clima ideal durante o período de alimentação do inverno foi o catalisador para os maiores pesos. Embora isso seja verdade, é apenas uma explicação parcial. Uma explicação mais ampla é que os primeiros custos excepcionalmente altos do gado de engorda estão criando economias que forçam os confinadores a obterem o máximo de peso possível por animal. Deve-se considerar  também que os animais de hoje têm um perfil genético que os permite controlar pesos vivos. Finalmente, o maior uso de produtos beta-agonistas está pressionando para cima os pesos também.

Valores de carcaça

Os valores de cutouts (valor derivado de uma fórmula que estima o valor da carcaça usando médias ponderadas dos cortes) começaram o ano fortes e poderiam ter até ter excedido a demanda se a crise da LFTB não tivesse feito esse aumento parar na primeira semana de março (veja Figura 17). No entanto, desde a baixa relacionada à LFTB no meio de abril, o mercado tem apresentado um desempenho muito bom. A força da recuperação nos valores de cutout tem sido apoiada por uma demanda melhor do que o esperado por cortes médios durante a temporada de grelhados, que também serviu como um direcionador para ampliar a diferença entre os cortes Choice/Select para níveis não vistos desde dezembro passado.

Há uma preocupação de que a menor demanda por cortes médios e a fraca demanda dos consumidores em resposta a temperaturas quentes fora de temporada causarão um forte declínio nos valores de cutout. Como esses valores tiveram  uma pressão durante a parte final de julho, os baixos preços sazonais já devem ter sido alcançados. As indicações são de que os valores de itens de chuck (dianteiro) e round (traseiro) declinaram a níveis de preços que estão aumentando o interesse do comprador no varejo.

Com as perdas da LFTB e a esperada manutenção de menores abates, os frigoríficos e processadores serão forçados a moer mais chucks e rounds para suprir a demanda doméstica por produtos de carne moída com alta proporção de carne magra. Esse aumento inesperado na demanda será um suporte constante aos valores de cutout.

Entre 2005 e 2010, houve uma melhora de 20% na porcentagem do gado classificado como Choice ou melhor. A melhora nas taxas de classificação foi direcionada por uma melhora genética geral na qualidade do gado, bem como foi resultado de uma participação cada vez maior de gados com genética Angus (black-hided) no total de abate. Isso também foi resultado dos ajustes e sintonia fina dentro dos serviços de classificação visando dar suporte à classificação eletrônica.

Devido ao número de fatores, as taxas de classificação foram corrigidas desde o pico de 71,5% de Choice e Prime em fevereiro de 2010 (veja Figura 18). Os confinadores têm abatido seus animais mais cedo, refletindo a escassa oferta de boi gordo, bem como o esforço para combater o alto preço dos grãos. Os frigoríficos têm abatido gado mais novo devido à escassa oferta. Além disso, o maior uso de produtos beta-agonistas também contribuiu para nivelamento das taxas de classificação. O Rabobank acredita que, apesar das taxas de classificação terem estabilizado, é improvável que elas se deteriorem.

Panorama

Os confinadores sofreram perdas e não tiveram retornos melhores do que o de equilíbrio (sem perdas nem ganhos) em 2011 e viram os preços de equilíbrio caírem no segundo bimestre de 2012 (veja Figura 19). A redução das margens em grande parte reflete o impacto da crise da LFTB na demanda por carne bovina. Ela também reflete o alto preço da reposição e o alto custo dos alimentos para animais. Em curto prazo, o mercado viu uma pausa temporária nos preços de boi para engorda, mas o declínio está sendo absorvido pelo aumento no preço dos grãos devido à seca. Infelizmente, não há nada que sugira que o retorno dos confinadores terão alguma melhora significativa em breve.

O preço dos novilhos gordos subiram durante o primeiro trimestre (veja Figura 20) e mantiveram o padrão de preços até a primeira semana de março, quando a história da LFTB quebrou a tendência de alta e forçou os preços a serem comercializados bem abaixo das expectativas para todo o segundo trimestre.

Embora isso tenha levado mais tempo do que o esperado, agora parece que o mercado foi capaz de absorver os efeitos negativos da crise da LFTB e esteve, ou está atualmente, em processo de colocação de um fundamento sazonal. Mesmo com a pressão de preços contra-sazonal, parece que o nível de preços de US$ 113 a US$ 114 se manterá para a baixa sazonal.


O mercado estava funcionando de acordo com as expectativas durante o primeiro trimestre antes de ser desconcertado pela situação da LFTB no começo de março (veja Figura 21). Também é claro que a pressão de preço realmente se estendeu além da baixa normal. A expectativa é que as ofertas de boi gordo tenham alcançado um pico no final de junho e que a menore oferta fornecerá um suporte ao preço.

A primeira das duas projeções de preços na Figura 21 (a linha cinza tracejada) está baseada em um padrão similar ao de 2011, quando os preços no final do terceiro trimestre e durante o quarto trimestre deverão exceder o pico de preços da primavera. A segunda projeção de preço (a linha sólida roxa), é um modelo de preço baseado no padrão histórico de preços.

Considerando as incertezas dos preços dos alimentos para animais pelo restante do ano, as indicações são que a pressão continuará. Parece como se o preço do boi gordo estivesse em processo de estabelecimento de baixas sazonais e deverão se recuperar durante a segunda metade do ano.