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SEMANA DO PESCADO

Um olho no peixe e outro no mercado internacional

Exportação de pescado do MS estimula competitividade, qualidade e variedade de produtos

06 setembro 2022 - 08h32Por Famasul

Estamos na Semana do Pescado, evento nacional que movimenta a cadeia da piscicultura e incentiva o consumo da proteína nos estados, e aproveitamos para falar do potencial de Mato Grosso do Sul como um importante produtor de tilápia e peixe nativo no Brasil. O estado ocupa o 2º lugar no ranking nacional em exportação de tilápia. 

A exportação é primordial para garantir a competitividade. Demonstra a qualidade dos produtos, e possibilita que as agroindústrias atendam o mercado interno. De janeiro a julho deste ano, o volume exportado da espécie quase que dobrou, saiu da casa de 396,812 quilos em 2021, para 785,860 quilos, aumento de 98,04%. Os principais destinos desta proteína do estado é os Estados Unidos com 94,07% da receita deste produto e o Canadá com 5,93%.

Produção

O número de peixes de água doce produzidos no estado também avançou nos últimos meses. De janeiro a agosto deste ano, comparado ao mesmo período de 2021, cresceu 32,92%. “Ao longo dos anos, a produção de peixe no país vem crescendo, e o incremento em 2021 foi de 4,7%, em relação ao ano de 2020. A abertura de mercados externos é o grande motivador dessa expansão”, explica o coordenador técnico do Sistema Famasul, André Nunes. 

Avanços no melhoramento genético e intensificação da produção são fatores que colocam a piscicultura brasileira em patamares competitivos. “Na última década o consumo desta proteína aumentou e percebemos isso quando chegamos no supermercado e nos deparamos com variedades de peixes, inteiro, processado, em postas, filé. Antes só encontrávamos nas peixarias”, acrescenta. 

Preço

De acordo com o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ranking estadual, os municípios que mais se destacam são: Aparecida do Taboado, Selvíria, Mundo Novo, Brasilândia e Itaporã. A proximidade de alguns municípios do leste do estado com o Rio Paraná, além do clima e da logística, favorecem a produção. 

Segundo dados da Cepea, em agosto de 2021, o preço médio do quilo da espécie, na região de Grandes Lagos que corresponde ao noroeste do estado de São Paulo e a divisa com Mato Grosso do Sul, registrava R$ 6,93, e no mesmo mês deste ano, fechou em 7,72, variação de 11,40%.