A valorização do boi gordo em outubro ajudou a melhorar a relação de troca para o pecuarista que vende animais terminados e precisa comprar bezerros para reposição. Mesmo assim, o custo do bezerro continua acima da média dos últimos dez anos quando medido em arrobas.
Em 26 de outubro, eram necessárias 8,87 arrobas de boi gordo para comprar um bezerro em São Paulo, segundo levantamento da Terra Investimentos, com base nos indicadores do Cepea. No início do mês, a relação era de 9 arrobas. Boi e bezerro sobem, mas em ritmos diferentes.
O levantamento aponta que, na parcial de outubro, o indicador do boi gordo subiu 4,7%, chegando a R$ 381,40 por arroba na referência utilizada pela Terra. O bezerro, por sua vez, valorizou 3,2%, alcançando R$ 3.384,06 por cabeça. Como a arroba avançou mais na comparação acumulada do mês, a relação caiu de 9 para 8,87 arrobas por bezerro.
O movimento, porém, perdeu força nas últimas semanas. Segundo a Terra, desde 13 de outubro o bezerro vem subindo mais do que o boi gordo, limitando a aproximação da relação à sua média histórica. A média da relação em outubro, até o dia 26, era de 8,85 arrobas por bezerro, abaixo das 9,07 arrobas observadas em outubro de 2025.
A comparação indica que, neste mês, o poder de compra da arroba estava melhor do que um ano antes. Por outro lado, a referência de 26 de outubro, de 8,87 arrobas, permanecia acima da média de 8,62 arrobas dos últimos dez anos. A diferença é de aproximadamente 0,25 arroba por bezerro.
Para ilustrar, na cotação de R$ 381,40 por arroba usada no levantamento, uma diferença de 0,25 arroba equivale a cerca de R$ 95 por bezerro na comparação com a média histórica, e não um custo adicional fixo para toda negociação: preço, qualidade e condições de compra variam entre lotes e regiões.




