As vendas no varejo seguem fracas desde segunda -feira e não há sinal de reação para o próximo fim de semana. O quadro pode se arrastar até os últimos dias do mês. Com o orçamento das famílias mais apertado, a carne bovina perde espaço para proteínas mais acessíveis, como frango, suínos, ovos e industrializados.
No atacado com osso, o mercado manteve a mesma toada . As entregas tiveram desempenho fraco ao longo da semana, refletindo a baixa reposição do varejo . Em contrapartida, recuaram de forma expressiva as mercadorias com descarregamento adiado nos entrepostos, assim como as devoluções parciais por problemas de qualidade.
Nas negociações de quinta -feira, o volume de carne com osso destinado ao atacado ficou em linha com o da semana passada. Com os atacadistas comprando à conta - gotas, os negócios andaram lentamente, mas os preços permaneceram estáveis na maior parte dos itens voltados ao consumo in natura e à desossa.
Já dianteiro e ponta de agulha, tanto para consumo in natura quanto para charque, registraram leves ajustes negativos, mesmo diante de discreto avanço da demanda favorecido pelo frio, que elevou o consumo de carne de panela e feijoada. Com entregas programadas até a próxima quarta -feira, praticamente todo o volume ofertado foi comercializado . Faltou boi castrado.
Assim, eventuais reforços de estoque dos distribuidores na próxima quinta e sexta -feira devem ser atendidos com produtos dos abates da semana, e não com sobras da semana anterior, como costuma ocorrer. Ainda assim, o desempenho das vendas ao atacado variou de razoável a fraco para o período.
Mercado do boi
Sem alterações relevantes em relação ao dia anterior, o mercado físico do boi gordo seguiu sob pressão baixista. A maior oferta de animais terminados, favorecida pela perda de qualidade das pastagens com o avanço do outono, somada ao enfraquecimento do consumo doméstico na segunda quinzena do mês, manteve o ambiente de baixa liquidez, com negócios lentos e seletivos na maior parte das praças.
Nesse contexto, a disputa entre pecuaristas e frigoríficos continuou acirrada. Enquanto os produtores tentaram dosar a oferta à espera de melhora no cenário externo, especialmente em relação à China, a indústria, amparada por escalas confortáveis, seguiu sem urgência para novas compras, preservando seu poder de barganha no curto prazo.
Mercado futuro
No mercado futuro do boi gordo, a B3 encerrou a quinta-feira, pelo segundo pregão consecutivo, em estabilidade . O principal destaque voltou a recair sobre o contrato com vencimento em maio de 2026, negociado a R$ 345,50 por arroba, com leve alta de 0,26% em relação ao fechamento anterior.




