Menu
Busca domingo, 27 de setembro de 2020
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
39ºmax
25ºmin
Notícias

Nova braquiária Tupi propicia maior ganho de peso animal

27 junho 2012 - 00h18Por Dia de Campo
Nova braquiária Tupi propicia maior ganho de peso animal

Lançada durante a 18ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), a nova variedade de Brachiaria humidicola BRS Tupi é resultado de trabalhos de seleção que duraram 18 anos e foram coordenados pela Embrapa Gado de Corte em parceria com outros centros de pesquisa.

Ela apresenta boa adaptabilidade aos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia e tem como principal característica propiciar maior ganho de peso animal no período seco, em torno de 100g a mais em relação à humidicola comum.

— Ela foi desenvolvida através de um material coletado na África. A Tupi conta com características morfológicas diferenciadas: folhas mais finas e alongadas, perfilhamento e emissão de estolões mais intensos e se estabelece mais rapidamente — afirma Carlos Maurício de Andrade, pesquisador da Embrapa Acre.

A BRS Tupi foi testada em três diferentes biomas: Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia. Seus resultados foram bons nas três regiões, mas as melhores condições em termos de produção de carne se deram na Amazônia.

— No entanto, ela trouxe bons resultados para o Cerrado devido ao fato de apresentar maior capacidade de suporte durante o período seco e, consequentemente, propiciar maior produção de carne, em média, 100g a mais em relação à humidicola comum — conta o pesquisador. Segundo ele, essa espécie de capim é uma excelente opção para a diversificação de pastagens em solos de baixa e média fertilidade. Isso porque a BRS Tupi, assim como as outras Brachiarias humidicola, é considerada uma das variedades de capim menos exigentes em termos de fertilidade do solo.

— Em solos mais pobres e arenosos ou em regiões onde o custo de fertilizantes é maior, é um capim indicado, pois consegue atingir bons níveis de produção. Por outro lado, a variedade tem ótima resposta a adubação e responde mais que as cultivares comuns — diz Andrade. Cuidados de manejo De acordo com o pesquisador, durante o período seco, ela pode ser manejada do mesmo jeito que a humidicola comum.

No pastejo contínuo, ela deve ser manejada entre 10 cm e 15 cm de altura, o que é bom para o ganho de peso animal e para manter o pasto produtivo. — Já no período chuvoso, ela apresenta velocidade de crescimento muito grande e arquitetura de planta diferente das outras humidicolas. Por isso, precisa ser manejada com uma carga animal maior para evitar o crescimento excessivo. Isso porque, ao atingir altura superior a 25 cm, ela tende a acamar — afirma ele.