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PECUÁRIA

MS amplia debates em abril, mas no acumulado do ano recua 2,86%

Estado registrou 336,7 mil bovinos abatidos no mês; mercado aponta transição no ciclo pecuário e retenção de matrizes.

19 maio 2026 - 16h07Por Anderson Viegas | Portal Made In MS
MS amplia debates em abril, mas no acumulado do ano recua 2,86%

Mato Grosso do Sul registrou alta de 2,02% no volume de abates bovinos em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), o Estado passou de 330.040 cabeças abatidas em abril de 2025 para 336.721 neste ano.

Apesar do avanço no comparativo mensal, o acumulado do primeiro quadrimestre ainda aponta retração. Entre janeiro e abril de 2025, Mato Grosso do Sul registrou 1.413.628 animais abatidos. No mesmo período de 2026, o total caiu para 1.373.238 cabeças, redução de 2,86%.

Os dados mostram predominância do abate de fêmeas tanto em abril quanto no acumulado do ano. No mês passado, foram abatidas 170.663 fêmeas, o equivalente a 50,69% do total. Já os machos somaram 166.058 cabeças, representando 49,31%.

No acumulado de 2026, o abate de fêmeas alcançou 711.218 animais, participação de 51,79% do total. Os machos somaram 662.020 cabeças, ou 48,21%.

Relatório da Agrifatto Consultoria, divulgado em maio, aponta que o mercado deve registrar aumento sazonal no volume de abates ao longo do mês, especialmente de fêmeas. Segundo a consultoria, maio historicamente é marcado pelo descarte sazonal de matrizes, movimento associado ao período seco e ao ajuste da lotação das pastagens.

A consultoria ressalta, porém, que esse comportamento não contradiz a tendência estrutural observada no ciclo pecuário brasileiro. Após dois anos consecutivos de recordes de abates impulsionados pelo elevado descarte de fêmeas, o setor começa a entrar gradualmente em uma fase de retenção e reconstrução do rebanho.

Na prática, isso significa que produtores passam a reduzir o envio de matrizes aos frigoríficos, buscando recompor o rebanho diante da expectativa de valorização do bezerro e melhora nos preços da arroba.