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Milho armazenado a céu aberto é problema

23 setembro 2009 - 00h00Por Estadão

 O problema se repete em outras regiões produtoras do País. Em Mato Grosso, ao contrário do ano passado, as chuvas vieram mais cedo e surpreenderam os produtores rurais. Em 2008 somente a partir da segunda quinzena de setembro é que as chuvas chegaram, dando tempo de concluir a colheita da segunda safra de milho, armazenada a céu aberto.

Este ano, no entanto, cerca de 500 mil toneladas do produto ainda estão nas lavouras ou estocadas a céu aberto, aguardando os leilões da Conab através do Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do Ministério da Agricultura.

No mês passado, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) formalizou pedido ao Ministério da Agricultura para acelerar os leilões e alertou que havia uma situação de risco quanto à falta de espaço para armazenar a safra de milho. Agora, muitos armazéns estão tendo que secar novamente o milho molhado pela chuva ou transferir o produto para outras unidades, num processo que vai elevar ainda mais o custo de produção. De acordo com o presidente da Famato, Rui Prado, a situação é extremamente crítica, pois os produtores estão sendo obrigados a entregar o milho por preço muito abaixo do custo.

No Paraná, os produtores do noroeste do Estado, região de atuação da Cooperativa Agrícola de Maringá (Cocamar), tiveram dificuldade para colher a safrinha do milho. Em muitas lavouras, os grãos ficaram "chuvados", perdendo a qualidade. "Em alguns casos, o milho brotou na espiga", disse o gerente técnico da cooperativa, Aparecido Fadoni.

O excesso de umidade aumenta o custo de armazenagem de 300 mil toneladas de milho que estão estocadas. Em todo o Centro-Sul, as chuvas afetam também a colheita da cana. As máquinas não conseguem vencer o terreno molhado e também a colheita manual com o uso do fogo fica prejudicada, pois as chamas não avançam no canavial úmido. Várias usinas tiveram de reduzir o ritmo e a moagem da safra está atrasada.

23/09/2009