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Milho 2ª safra registra queda de 40% em Dourados

29 abril 2010 - 00h00Por Fátima News, por Marli Lange.

As lavouras de Dourados tiveram uma queda de 40% na produção do milho 2ª safra este ano. Em 2009 foi plantada uma área de 100 mil hectares, mas em 2010 os produtores preferiram não arriscar e reduziram quase pela metade, caindo para 60 mil hectares. Se tudo ocorrer bem é esperada uma produtividade de 4.050 quilos por hectares e uma produção de 243 mil toneladas.

A avaliação da redução da área foi feita por técnicos ligados a Embrapa Agropecuária Oeste, Agraer, Banco do Brasil, Sindicato Rural, cooperativas, empresas de planejamento agrícola, entre outras.

A redução da área plantada é atribuída pelos técnicos às perdas provocadas pela seca e geadas na safra passada, que foi de 22 mil hectares. “Houve produtores que quebraram mesmo, porque não puderam colher nada do que plantaram”, disse o presidente a Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados, Bruno Tomazini. Outro fato que desestimulou ainda mais os produtores foi a queda no preço do milho, que de R$ 18,00 caiu até R$ 12,00, a saca de 60 quilos.

O custo total para o plantio do milho safrinha diminuiu em pelo menos 7%, mas com a queda no preço, os produtores teriam que colher pelo menos 64 sacas por hectare para compensar os investimentos. “Muitos acharam que não compensaria, pois já vieram arrasados por uma perda e decidiram migrar para outras culturas”, comentou Bruno Tomazini. No entanto, os produtores que investiram no milho safrinha só têm uma preocupação, que são as geadas.

Se atingir o milho em grande intensidade em plena formação de grãos, que ocorre em maio e junho, pode provocar perdas nas lavouras. “Por enquanto as chuvas estão ajudando no desenvolvimento do milho, mas pode ocorrer perdas se forem atingidos por geadas quando as espigas estiverem em formação”, explicou.

O milho que foi plantado mais cedo tem a chance de escapar dos prejuízos com possíveis geadas, mas as lavouras mais tardias podem sofrer as consequência, segundo o engenheiro agrônomo. A previsão é que o milho comece a ser colhido em julho.