O mercado do boi gordo iniciou a semana com expectativas mais favoráveis para o último quadrimestre de 2026. Na B3, os contratos com vencimentos entre novembro e janeiro avançaram, mesmo com o mercado físico ainda pressionado.
Na segunda -feira, o volume negociado foi insuficiente para alongar as escalas de abate para além de sete dias úteis, na média nacional, enquanto as cotações permaneceram estáveis nas dezessete regiões monitoradas.
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No comércio exterior, a principal novidade veio dos EUA. No final de agosto, o governo norte-americano ampliou temporariamente em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina, buscando aumentar a oferta e conter os preços internos diante do menor rebanho do país em décadas. A medida abre uma oportunidade para a indústria brasileira, embora o volume seja disputado com outros fornecedores habilitados e ainda não seja possível dimensionar a participação efetiva do Brasil.
A abertura norte-americana ganha importância diante da perda de ritmo dos embarques brasileiros após o esgotamento da cota chinesa de importação para 2026. Em contrapartida, os preços médios da carne bovina exportada para a China permanecem superiores aos do ano passado, ajudando a compensar
parcialmente a redução dos volumes.
Para pecuaristas, a valorização da B3 e a possibilidade de maior demanda dos EUA melhoram as perspectivas para os próximos meses, mas ainda não sinalizam recuperação do mercado físico. A oferta de animais confinados, o consumo doméstico e a evolução das compras norte-americanas serão determinantes.
Nesse ambiente, a firmeza dos contratos futuros amplia as possibilidades de proteção de margem, enquanto a indústria busca alternativas para compensar parte da menor demanda chinesa.
Hoje, embora a pressão altista tenha começado a ganhar força, com negócios pontuais acima das referências, a arroba permaneceu em R$ 345,00 em SP.
Nas demais regiões, a média seguiu estável em R$ 341,80, sem alterações nas cotações pelo segundo dia consecutivo.
Mercado futuro
Na segunda -feira, pelo segundo pregão consecutivo, o mercado futuro do boi gordo na B3 apresentou estabilidade . O contrato para outubro de 2026 voltou a se destacar, cotado a R$ 368,15 por arroba, com leve avanço de 0,07% ante o fechamento anterior.




