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MDIC apresenta à CNA sistema de monitoramento de barreiras comerciais

14 maio 2018 - 21h50Por CNA

Representantes do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) se reuniram com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na sexta-feira (11), para apresentar o Sistema Eletrônico de Monitoramento de Barreiras às Exportações (SEM Barreiras).

 
O sistema atua como ferramenta para tratar de barreiras tarifárias e não-tarifárias que dificultam o acesso das exportações brasileiras aos mercados internacionais. É um canal de diálogo entre o governo, associações, entidades privadas e empresas exportadoras.
 
“O SEM Barreiras foi criado para organizar a atuação do governo na identificação e mensuração de medidas que impactam as nossas exportações. Ele nasceu para facilitar e sistematizar todas as demandas que vêm do setor privado”, disse o coordenador do Departamento de Negociações Internacionais do MDIC, André Favero.
 
Segundo ele, as barreiras não-tarifárias, que são medidas que impedem a entrada de produtos em um determinado país, chegam a ter um custo adicional de até 20% nas exportações brasileiras e têm impactado o setor agropecuário.
 
“Às vezes nós temos uma demanda que pode atingir várias empresas do mesmo setor. Então para o governo é importante ter a noção exata de qual é o tamanho desse impacto até para saber qual é a medida ou o nível de interlocução que vai adotar”.
 
A assessora técnica em Economia e Inteligência Comercial da CNA, Gabriela Coser, explicou que a Confederação já vem trabalhando com essa questão e acredita que o sistema vai institucionalizar os processos dentro dos ministérios e de outros órgãos relacionados.
 
“Essa ferramenta vai melhorar o diálogo entre as empresas e os órgãos responsáveis, que podem solucionar os problemas de uma forma muito mais transparente e eficiente, já que todos os órgãos têm acesso à mesma informação”.
 
Gabriela afirmou ainda que a ideia é divulgar o sistema para que produtores, exportadores e demais empresas notifiquem as barreiras tarifárias.
 
“Precisamos mobilizar o maior número de pessoas que têm sofrido diariamente com a questão de barreiras às exportações, para que elas possam, por exemplo, informar regularmente os problemas. Assim, poderemos atuar junto com o governo não só para cobrar, mas também para buscar soluções de maneira conjunta”.