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BOI GORDO

Início de semana gelado nas principais praças pecuárias do Brasil

Os preços permaneceram inalterados nas principais regiões do País, apesar da indústria insistir na pressão de baixa da arroba

30 agosto 2022 - 07h37Por DBO Rural

A última segunda-feira do mês foi um dia típico para o período no mercado físico do boi gordo, relata a IHS Markit. As indústrias frigoríficas, além da ausência no ambiente de negócios, evitaram sinalizar preços, como de costume para o dia, avaliando primeiro o resultado das vendas de carne bovina no final de semana, informa a IHS.

“Os frigoríficos permanecem atuando com maior parte de suas escalas compostas por animais provindos de contratos a termo, sobretudo a partir de parcerias realizadas com grandes confinamentos e boiteis”, informa a IHS. Essas operações garantiram um avanço virtual das escalas de abate, já que muitas indústrias estão atuando com cerca de 50% da sua capacidade diária de abate.

Segundo a IHS, no mercado interno, o consumo de carne bovina parece não ganhar a tração esperada pelos agentes envolvidos com o setor pecuário. “A liberação de verba por parte dos programas sociais do governo federal ainda não estimulou o aumento da demanda doméstica pela proteína bovina”, observa a IHS.

No front externo, o mercado observa com atenção se as exportações brasileiras de carne bovina irão continuar em ritmo forte no último quadrimestre do ano. “Entra no radar desta equação a variável câmbio, que vem registrando recuos significativos nesta última semana e pode impactar a competitividade do produto brasileiro no mercado global”, alerta a IHS.

Nesta segunda-feira, o dólar recuava para R$ 5, cotação que não era observada desde o início de junho, acrescenta a consultoria. A IHS Markit avalia que o início de um movimento de alta nos preços da arroba neste período de entressafra de boiada terminada a pasto está condicionado a uma retomada mais contundente do consumo doméstico da proteína bovina.

No entanto, diz a IHS, o apetite do mercado externo, sobretudo da demanda chinesa, ainda será o principal driver do setor. Estabilidade em SP – Segundo os dados apurados pela Scot Consultoria, nesta segunda-feira, 29 de agosto, os preços do boi gordo nas praças paulistas ficaram estáveis em relação ao levantamento de sexta-feira (26/8). “Com as escalas de abate ainda alongadas, a maior parte das indústrias frigoríficas estão fora das compras”, ressalta a IHS.

Portanto, no interior de São Paulo, o boi gordo direcionado ao mercado interno (sem premiação) segue valendo R$ 293/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 274/@ e R$ 285/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O boi-China (abatido mais jovem, com até 30 meses) também segue com o mesmo valor de compra: R$ 305/@ (praças de SP), acrescenta a Scot.