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Governo de MS pede R$ 15 mi para sanidade

26 outubro 2009 - 00h00Por Campo Grande News

Diante da previsão de um ano conturbando quanto à liberação de recursos, devido ao período eleitoral, Mato Grosso do Sul já formatou o projeto de pedido de recursos federais para sanidade para 2010. Segundo a secretária de Produção e Turismo, Tereza Cristina Correa da Costa Dias, o pleito é de R$ 15 milhões, para ações de sanidade animal e vegetal e também para melhorar a estrutura da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), inclusive com compra de novos veículos.

Em entrevista, na manhã desta sexta-feira, a secretária afirmou que está se articulando com a bancada federal para que o Congresso crie um mecanismo garantindo que os recursos para sanidade não possam ser contingenciados. Recentemente o atraso na liberação de recursos para vacinação contra febre aftosa na ZAV (Zona de Alta Vigilância) gerou reclamações de pecuaristas.

Segundo a secretária, os R$ 4,8 milhões já estão na conta, mas é preciso garantir que os recursos para a sanidade não caiam em uma vala comum e que fiquem de fora de contingenciamento, assim como ocorre nos casos da saúde, educação e segurança pública. “O Ministério da Agricultura não pode ficar mendigando recursos”, disse.

Em conversa com a senadora Marisa Serrano (PSDB), hoje cedo, a secretária afirma que novamente pediu apoio para que o Congresso blinde os recursos da sanidade contra contingenciamento. “Cada mês que se perde sem os recursos é uma ação perdida. Não podemos andar no fio da navalha”, afirma.

Ela lembrou que Estados como o Mato Grosso do Sul, que têm fronteiras, não têm como desenvolver ações sem o suporte financeiro do governo federal.

Vacinação – A uma semana da campanha de vacinação contra febre aftosa, a secretária fez questão de reforçar várias vezes que a preocupação com índice de imunização é “uma página virada”.

Segundo ela, os pecuaristas já incorporaram a vacinação e os índices sempre são muito elevados, entre 98% e 99%. Sobre o Paraguai, disse que o trabalho do outro lado da fronteira vem sendo acompanhado através de ações do Panaftosa e que o País vizinho têm mostrado seriedade. A preocupação, afirma, é com a Bolívia, mas a fronteira seca com aquele País é pequena e há vacinação oficial em Corumbá.

Sobre a ZAV (Zona de Alta Vigilância) disse que a expectativa é reduzir gradativamente as restrições aos pecuaristas da região, conforme já estava previsto na ocasião em que foi estabelecida a área de proteção, há quase dois anos.

Segundo a secretária, a sanidade de Mato Grosso do Sul avançou a passos largos e hoje todo o controle de trânsito, vacinação e vigilância é informatizado, facilitando a auditoria.

Nova fase – A secretária disse que o momento agora é de buscar novos mercados, ampliar as exportações. Na próxima segunda-feira chegam ao estado mais três missões técnicas: uma da China, outra dos Estados Unidos e uma do Chile.

O Chile é um dos mercados mais visados, pelos preços pagos e também um dos mais exigentes. No primeiro semestre uma missão esteve em São Paulo e desta vez vem especificamente para Mato Grosso do Sul, para conhecer o sistema de produção de bovinos do Estado, segundo a secretária. Em novembro uma nova missão chilena vem, desta vez para avaliar os frigoríficos.

Já a missão americana é voltada ao setor de aves e tem programação em Corumbá e Ribas do Rio Pardo. Os chineses chegam na segunda-feira à noite, na terça-feira assistem palestra na Superintendência Federal de Agricultura, depois seguem para Mundo Novo, vão conhecer as ações desenvolvidas na ZAV, frigoríficos e no dia 28 seguem para Maringá (PR).

Tereza Cristina admite que o sistema de rastreabilidade continua sendo um entrave e destaca que o desafio é encontrar um molde auditável que seja aplicável às características dos rebanhos brasileiros, que são grandes e a maior parte em pecuária extensiva. Ela afirma que, assim como o governador, André Puccinelli (PMDB) defende moldes regionais, considerando as peculiaridades de cada Estado.