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BOI GORDO

Frigorífico não compra e pecuarista não vende; guerra de preço continua nas praças brasileiras

Analistas da Agrifatto chamam a atenção para expressiva participação das fêmeas na composição das escalas de abate, especialmente em Estados com foco na pecuária de cria

04 abril 2024 - 07h31Por DBO Rural

Neste início do mês, os frigoríficos brasileiros estão buscando boiadas gordas apenas para completar as suas escalas, adquirindo lotes de maneira bem vagarosa, relata na quarta-feira (3/4) a Scot Consultoria.

Do lado da oferta, as boas condições das pastagens, apesar da entrada do outono, ainda permitem aos pecuaristas optar por uma negociação cadenciada, à espera de preços melhores, acrescenta a consultoria.

Sendo assim, segundo apuração das consultorias do setor, as cotações s dos animais terminados seguiram estáveis no dia de hoje na maioria das praças brasileiras, repetindo a tendência dos últimos dias.

Nas regiões paulistas, o boi comum está apregoado em R$ 227/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 205/@ e R$ 217/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot.

O “boi-China” vale R$ 235/@ em São Paulo, com ágio de R$ 8/@ sobre o animal gordo “comum”. Pelos dados levantados pela Agrifatto, o preço da arroba do boi gordo paulista permaneceu em R$ 227,50 na quarta-feira.

 “Todas as 17 praças monitoradas mantiveram as suas cotações estáveis”, informa a Agrifatto (veja ao final desta página as cotações atuais de todas as categorias de abate nas principais regiões brasileiras).

Segundo a consultoria, é importante destacar a expressiva participação das fêmeas na composição das escalas de abates dos frigoríficos, especialmente em Estados com foco na pecuária de cria, como Tocantins, Pará, Acre e Rondônia.

“Dado ao prolongado período de inversão do ciclo pecuário, os preços da arroba de vacas e novilhas estão consideravelmente distantes dos bois, sejam castrados ou inteiros”, relata a Agrifatto (veja tabela ao final deste texto, referente ao mercado de Mato Grosso).

Na B3, a maioria dos contratos futuros do boi gordo segue com o movimento de valorização. O contrato com vencimento para abril de 2024 ficou cotado em R$ 231,85/@ na terça-feira (2/4), com avanço de 0,74% no comparativo diário.

Varejo/atacado

No Estado de São Paulo, desde quinta-feira passada (incluindo os três primeiros dias desta semana), as vendas de carne bovina no varejo e as distribuições do atacado da proteína com ossos têm apresentado desempenho fraco, informa a Agrifatto.

“Existem mercadorias estacionadas nos distribuidores sem previsão de descarga, e ocorrem devoluções parciais por problemas de qualidade, além de recusas totais por outros pretextos”, relata a Agrifatto, acrescentando que “os pedidos para reposição dos estoques do varejo se mostram insignificantes”.

Na avaliação da consultoria, tal situação sugere que, mesmo com os salários de março prestes a serem pagos nos próximos dias, o mercado opera em ritmo lento, situação que pode persistir ao longo da primeira quinzena do mês, um período em que normalmente se observa um crescimento no consumo da proteína vermelha (justamente pela entrada de dinheiro na conta dos trabalhadores).

“Hoje (quarta-feira, 3 de abril), o mercado permanece estagnado, com oferta acima do normal da maioria dos produtos para entregas ainda nesta semana”, ressalta a Agrifatto.

Até o momento, continua a consultoria, não há sinais de uma demanda significativa por qualquer mercadoria (cortes bovinos), seja para consumo direto ou para industrialização.