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Embarques de carne bovina devem crescer

30 março 2018 - 18h51Por DCI | BeefPoint
As exportações brasileiras de carne bovina devem crescer entre 5% e 7% neste ano, amparadas por uma elevada demanda pela proteína animal no mercado internacional, principalmente nos EUA, estima a consultoria Agrifatto.
 
“Estamos vendo sinais claros de que está acontecendo uma ‘super demanda’ novamente, devido à recuperação norte-americana, o que mexe com a economia global como um todo”, avalia a sócia diretora da consultoria, Lygia Pimentel. Segundo ela, esse cenário é raro, dura entre dois e três anos e ocorreu pela última vez entre 2009 e 2012.
 
Caso a perspectiva se concretize, os embarques devem somar até 1,6 milhão de toneladas, ante 1,5 milhão de toneladas embarcadas no ano passado. Em 2017, a receita com as exportações de carne bovina somou US$ 6,2 bilhões. Para atender a essa demanda, Lygia projeta um aumento de mais de 10% para os abates, que encerraram o ano passado com alta de 3,7%, para 30,8 milhões de cabeças.
 
Na avaliação de Lygia, a recuperação lenta da economia brasileira – que, segundo ela, deve crescer até 3,5%, acima das previsões do Banco Central – e a oferta maior de frango deixam o mercado volátil.
 
No segundo semestre, porém, ela espera uma melhora, com a entrada de recursos na economia devido às eleições. “A indústria de aves se reajusta muito rápido e teremos uma alta de preços das carnes devido à entressafra”, acrescenta.
 
Para o diretor da consultoria Informa FNP, José Vicente Ferraz, embora a economia tenda a crescer neste ano, será um incremento modesto e sobre uma base pequena. “Para haver aumento de consumo, é preciso ter aumento de renda e tenho dúvidas se isso vai acontecer”, opina.
 
Ele argumenta que as empresas podem retomar volumes de produção, o que não necessariamente vai gerar mais emprego. “Os investimentos dificilmente vão se recuperar antes de meados de 2019”, observa.