O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,55%, a R$4,9745, a menor cotação de fechamento desde 12 de maio deste ano, quando atingiu R$4,8949. No ano, a divisa passou a acumular queda de 9,37%. Às 17h06, o dólar futuro para novembro — o mais negociado no Brasil — cedia 0,51% na B3, aos R$4,9995.
Na segunda-feira o dólar havia recuado 4,12%, aos R$5,0022, em meio à euforia dos investidores com o fato de no primeiro turno o senador Flávio Bolsonaro (PL) ter ficado à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto. Foi a maior queda diária em mais de 8 anos.
Na terça-feira, já após o impacto inicial do resultado, o dólar voltou a ceder, ainda que com variações menores. Além da questão eleitoral, o recuo das cotações no Brasil era apoiado pela baixa do dólar ante outras divisas de países emergentes no exterior, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno.
“O mercado começa a colocar a moeda abaixo dos R$5,00 nas projeções. Além disso, conforme o capital estrangeiro entra no mercado brasileiro, seja via título público, seja via bolsa, o investidor de fora precisa trocar seus dólares por reais, o que, sem dúvida, pesa contra a moeda americana em relação ao real”, pontuou Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital.
No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial em operação de rolagem do vencimento de 3 de novembro. No exterior, às 17h15 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,31%, a 101,840.




