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Exportações brasileiras sobem 12,9% em setembro; alta foi de 32% para EUA

Já as exportações para a China caíram 7,6%, totalizando US$ 7,89 bilhões

07 outubro 2026 - 10h25Por Portal UOL
Exportações brasileiras sobem 12,9% em setembro; alta foi de 32% para EUA

As exportações brasileiras atingiram US$ 34,42 bilhões em setembro, crescimento de 12,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, com superávit na balança comercial de 146%, informou o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Para os EUA, as exportações subiram 31,9%, apesar do tarifaço. Ao longo do ano, essas vendas recuaram 6,5%. Para a China, as exportações caíram 7,6% em setembro.

O que aconteceu
As exportações brasileiras somaram US$ 34,42 bilhões no mês passado. O resultado foi 12,9% superior aos US$ 30,49 bilhões exportados em setembro de 2025. No ano, elas atingiram US$ 284,65 bilhões, alta de 10,4%.

Já as importações atingiram US$ 26,68 bilhões no mês passado. A queda foi de 2,4% em comparação com setembro de 2025 (US$ 27,35 bilhões). No ano, o crescimento é de 5%: US$ 222,26 bilhões.

Com isso, a balança comercial registrou um superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro. O saldo positivo resultou da diferença entre exportações e importações, o equivalente a 146,4% no período. O saldo positivo da balança comercial nos nove primeiros meses do ano foi de US$ 62,4 bilhões, alta de 34,8%.

Com esses números, a corrente de comércio (soma das compras e vendas externas do país) atingiu US$ 61,10 bilhões no mês. No ano, atingiu US$ 506,91 bilhões, alta de 8%.

Vendas crescem para os EUA
Apesar do tarifaço, as exportações brasileiras para os EUA subiram 31,9% em setembro, para US$ 3,52 bilhões. De janeiro a setembro, porém, as exportações para os EUA caíram 6,5% e atingiram US$ 28,37 bilhões em razão das sobretaxas americanas contra produtos brasileiros.

A razão para o aumento das exportações para os EUA foi o fim do tarifaço para alguns produtos. "Em setembro do ano passado vigorava também as tarifas para carne e café, que foram suspensas em outubro [do ano passado]", afirmou Herlon Alves Brandão, analisa de comércio exterior do Mdic, em coletiva de imprensa. As vendas de carne bovina saltaram 524% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado e de 108% para o café. As vendas de máquinas de energia elétrica, ferro gusa e aeronaves também subiram.

Já as exportações para a China caíram 7,6%, totalizando US$ 7,89 bilhões. De janeiro a setembro, cresceram 12%, para US$ 84,68 bilhões. Já as importações subiram 12,6% em setembro (US$ 7 bi) e 9,9% no ano (US$ 58,62 bi). A redução de vendas para a China foi "motivada pela queda na exportação de carne bovina, soja, farelo de soja", explicou Brandão.

A China é o principal destino dos produtos brasileiros. O gigante asiático foi responsável por 22,9% de todas as exportações brasileiras em setembro, totalizando US$ 7,89 bilhões.

As exportações de setembro caíram para o Mercosul (-16,3%) e para Argentina (-25,2%). Para Oriente Médio, o recuo foi de 4,8%. No caso argentino, as vendas recuaram de US$ 1,8 bilhão para US$ 1,3 bilhão.

Os produtos com as maiores vendas em setembro foram:

Óleos brutos de petróleo: US$ 6,5 bilhões

Soja: US$ 3,5 bilhões

Minério de ferro e concentrados: US$ 2,0 bilhões

Café não torrado: US$ 1,3 bilhão

Milho não moído, exceto milho doce: US$ 1,2 bilhão

Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada: US$ 1,2 bilhão.