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SOJA

Chicago cai forte e negócios travam no Brasil

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam com preços em forte baixa, perto das mínimas do dia

15 setembro 2022 - 07h51Por Canal Rural

Os preços da soja tiveram queda predominante no Brasil nesta quarta-feira. Chicago e o dólar também caíram. Algumas praças registraram alta devido a reajustes pontuais. Foram registrados negócios pontuais e pouco expressivos.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 183 para R$ 184, enquanto na região das Missões a cotação cresceu de R$ 182 para R$ 183. No Porto de Rio Grande, o preço desvalorizou de R$ 191 para R$ 190.

Já em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 183,50 para R$ 183 e, no porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 190 para R$ 189,90. Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 170 para R$ 169.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em forte baixa, perto das mínimas do dia. Vendas técnicas e operações de hedge predominaram, com os investidores buscando um melhor posicionamento após os fortes ganhos da segunda.

Na abertura da semana o relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu ao apontar um quadro de menor oferta. Os preços dispararam. Desde então o mercado para por uma correção.

Além dos fatores técnicos, o mercado é pressionado pela preocupação com uma possível recessão nos Estados Unidos e o clima de aversão ao risco no financeiro. Também a perspectiva de uma ampla safra brasileiro, estimada na casa de 150 milhões de toneladas, contribuiu para as perdas.

Para amanhã, atenção voltadas para a retomada da publicação dos dados semanais de embarques americanos. A divulgação do relatório de exportações deve cobrir os dados que não foram publicados desde que o Serviço Agrícola Exterior do USDA retratou seus dados de 25 de agosto.

O próximo documento deve voltar a usar o sistema antigo, com o qual os traders já estão acostumados. Analistas consultados por agências internacionais dizem que as vendas devem ser decepcionantes para o milho e o trigo, mas positivas para a soja, com a China ativamente reservando a oleaginosa dos EUA na última semana de agosto.

A aposta do mercado para a soja é de um número entre 250 mil e 1 milhão de toneladas na última semana. Também na quinta saem os dados de esmagamento dos Estados Unidos. O mercado aposta em número de 166,1 milhões de bushels.

Em julho, foram esmagados 170,22 milhões de bushels. Em agosto de 2021, foram 158,8 milhões de bushels. A Associação deve indicar os estoques de óleo de soja americanos em 1,658 bilhão de libras. Em julho, os estoques eram de 1,684 bilhão. Em agosto do ano passado, o número foi de 1,668 bilhão.

Subprodutos

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 23,75 centavos ou 1,6% a US$ 14,55 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,61 por bushel, com perda de 23,00 centavos de dólar ou 1,54%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,70 ou 0,16% a US$ 423,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 64,87 centavos de dólar, com perda de 1,86 centavo ou 2,78%.