O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira (3/7) que oferecerá R$ 210 bilhões para financiar a safra 2026/27, que começou oficialmente no dia 1º de julho. O montante é 8,7% menor do que os R$ 230 bilhões anunciados há um ano pelo banco, e apenas 0,5% maior do que os R$ 209 bilhões efetivamente desembolsados na safra passada, que já incluem os R$ 36,6 bilhões em prorrogações por meio da MP 1.314/25.
Do total anunciado para a temporada 2026/27, cerca de R$ 40 bilhões serão destinados a pequenos e médios produtores e a maior parte, R$ 170 bilhões, para a agricultura empresarial, de acordo com comunicado do banco. Neste valor estão incluídas operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, bem como R$ 25 bilhões para a cadeia de valor.
“Ao anunciar o Plano Safra do BB, reafirmamos a confiança como base do nosso no nosso relacionamento com os produtores rurais, por meio da concessão de crédito sustentável e responsável para apoiar financeiramente quem precisa”, afirmou na nota a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
O agronegócio vem pesando sobre os resultados do Banco do Brasil. Recentemente, em evento recente com investidores, o vice-presidente financeiro do banco, Geovanne Tobias, informou que as despesas com provisões do banco para o agronegócio subiram de uma média de R$ 868 milhões no período de 2014 a 2024 para R$ 10,5 bilhões no ano passado, em virtude do aumento do endividamento e da inadimplência no setor.
A situação decorre, entre outros fatores, de aumento de custos, queda dos preços da soja e problemas climáticos nos últimos anos.




