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Assocon: volume de animais confinados deve cair 8,8%

06 agosto 2010 - 00h00Por Assocon.

O 2° levantamento sobre a produção de gado confinado da Associação Nacional dos Confinadores Assocon ouviu, entre 12 de julho e 02 de agosto, mais de 50 confinadores associados distribuídos pelos estados de SP, GO, MT, MS, MA, PR, RJ, MG, BA e PA, e o resultado reforça uma tendência identificada no primeiro levantamento, divulgado em maio, que mostrava queda de 5,89% no volume de gado produzido pelos confinamentos em 2010.

No levantamento atual a sinalização é para uma retração de 8,8% na produção, em comparação a 2009, e o grupo dos grandes confinamentos ainda é o mais prejudicado pela situação que envolve a escassez de oferta de animais para engorda. Entre os grandes confinamentos que dependem de compra, parcerias ou aluguel de currais para preencher seu confinamento com gado, suas metas de produção estão cumpridas em 60%.

Segundo Bruno Andrade, zootecnista da Assocon e responsável técnico pela pesquisa, essa situação abre a possibilidade para que os próximos levantamentos apresentem queda ainda maior no volume de gado a ser produzido pelos confinamentos em 2010. "Os 40% restantes da meta de produção desses confinamentos podem não ser atingidos, diminuindo ainda mais a produção total de 2010 da Assocon", destaca.

A pesquisa da Assocon ainda quis saber do pecuarista quanto ele está pagando pelo boi magro em sua região e qual o limite de preços que está disposto a pagar por essa categoria. Em todas as praças pesquisadas a compra esta sendo feita quase que no limite que o pecuarista está disposto a pagar, estreitando assim sua margem.

O levantamento mais uma vez foi realizado em parceria com o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (IMEA), que fez o mesmo tipo de pesquisa com os pecuaristas do estado e o resultado aponta uma queda de aproximadamente 16% no total a ser produzido pelos confinamentos mato-grossenses em 2010, em relação a 2009 no MT.

Para Andrade, com a demanda interna forte, exportações recuperadas e a diminuição na oferta de boi gordo para o abate no segundo semestre, por conta dessa provável redução dos confinamentos, o setor espera uma recuperação nos preços da arroba bovina, uma vez que poderemos ter uma transferência de margem do varejo para os outros elos da cadeia, "uma vez que hoje o varejo tem acumulado a maior margem da cadeia", finaliza.