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Argentina adota medida extra de segurança em relação às carnes brasileiras

28 março 2017 - 00h00Por Notícias Agrícolas

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina interditou 59 toneladas de carne suína do frigorífico brasileiro Larissa, o único que exporta para a Argentina dentre os 21 estabelecimentos investigados na operação Carne Fraca, da Polícia Federal. A mercadoria, que se encontra em câmaras de empresas importadoras do país, está sendo submetida a novas análises até entrar no circuito de consumo.

Em fevereiro, a mesma empresa exportou 69 toneladas para o país. Sobre este volume, foi feita uma mostra habitual sobre uma parte da mercadoria, que não deu sinais de alarme.

Com o nome de gigantes como a BRF e a JBS (que também operam na Argentina) também envolvido nas investigações, o Senasa decidiu endurecer as condições de entrada dessa mercadoria. Nesta linha, ainda rastreou a carne enviada pelo frigorífico Larissa e descobriu que das 69 toneladas, 59 ainda estão nas câmaras frigoríficas dos compradores.

Jorge Dillon, presidente do Senasa, ordenou que seus inspetores interditassem essa mercadoria. "Está retida. Foi interditada para que seja feita uma mostra ampla. Será liberada se não houver problemas", disse, em entrevista ao jornal La Nación, explicando que se trata de uma medida de prevenção.

A partir de agora, toda a mercadoria do complexo de carnes que chega do Brasil para a Argentina fica interditada para receber análises amplas, enviadas a um laboratório para conhecer os resultados. Se não houver riscos, elas poderão ir para consumo. Não há data para término destes maiores controles.

Em 2016, o Brasil vendeu 13.858 toneladas de carne fresca suína para a Argentina, 199% a mais do que em 2015. Em janeiro deste ano, já exportou 1302 toneladas, um aumento de 109% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A embaixada do Brasil em Buenos Aires difundiu um documento, elaborado pela Secretaria de Defesa Agropecuária do país, no qual explica que dos 4837 estabelecimentos registrados no país, apenas 21 foram citados na operação. Dos 11.000 empregados, apenas 33 servidores estariam envolvidos em ações irregulares.