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Presidente do JBS-Friboi diz para os produtores não terem medo

03 outubro 2009 - 17h32
Presidente do JBS-Friboi diz para os produtores não terem medo

Na manhã de hoje, o presidente do grupo JBS-Friboi, José Batista Júnior, disse que não tem a intenção de prejudicar os pecuaristas achatando seus lucros. “A nossa ideia é a melhor possível. Nós vamos transformar isso [a fusão entre o Friboi e o Bertin] em algo muito positivo”, garantiu ele ao falar para uma platéia de produtores. A declaração foi feita durante a 1ª Expo MS.

Segundo Batista, a intenção é de que o preço do gado no Brasil acompanhe os do mercado internacional, e lembrou que hoje a arroba no país está mais valorizada do nos Estados Unidos. “Nós, absolutamente, não vamos nos aproveitar em nada dessa situação para prejudicar o pecuarista. A ideia é dar segurança ao produtor que merece todo respeito”, disse.

Para ele o crescimento do grupo que comanda vai significar uma maior inserção da carne brasileira no mercado externo. Conforme disse, uma das preocupações de sua empresa era de que o mercado interno ficasse sufocado com tanta carne e, dessa forma sim, prejudicasse a todos, tanto os pecuaristas quanto a indústria, daí surgiu a ideia de expandir as atividades para fora do país.

“Queremos dar segurança ao produtor, segurança de que ele tenha para quem vender, de que ele possa participar de igual para igual. Ele não deve mais arriscar o seu produto por um, dois reais e depois não receber. Não é justo o JBS pagar mais que o preço internacional, mas não vamos pagar menos”, garantiu.

Questionado sobre se a intenção do grupo com os confinamentos era a de garantir a manutenção do preço do boi baixo fazendo intervenções pontuais, Batista foi enfático: “não”. “Nossa intenção é mostrar ao pecuarista brasileiro formas mais eficientes de produção”.

Ele ressaltou que os produtores não precisão temer suas fazendas de confinamento, e convidou-os a engordarem seus animais nelas. Além disso, Batista minimizou os impactos desta atividade do grupo no mercado nacional. “No Brasil se abate 60 milhões de cabeças, nossa capacidade é de cerca de 200 mil. Logo, é insignificante”, amenizou.