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ExpoMS

Durante Expo MS universitários põem teoria em prática

11 outubro 2009 - 00h00

           Poder aliara à teoria à prática, esta foi a principal vantagem apontada pelos alunos que participam desde ontem (10/10) do 1º Curso de Avaliação da Conformação Ideal de Vacas Leiteiras, que vai até amanhã no Parque de Exposições Laucídio Coelho, e faz parte da programação da 1ª Expo MS. 

          Kamila Souza Leite, aluna do 3º ano de zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), disse que escolheu fazer o curso para ter uma noção mais clara de como avaliar um animal tanto para competições quanto para a produção de leite. Segundo ela, as disciplinas da universidade dão uma maior ênfase na pecuária de corte, por ser a principal atividade do Estado. “E a leiteira acaba ficando de fora”, disse.

           “Está sendo uma forma de praticar o que estudamos em sala de aula. Não é a mesma coisa. Lá a gente não vê um animal e sim uma figura. E tem coisas que só frente a frente com bicho é que a gente vai saber. Por exemplo: como reconhecer se a vaca é dócil por uma figura?”, questiona.

Anny Karolyne dos Santos Nonato, aluna de zootecnia na UFMS, ressalta que cursos como este é o que há de mais próximo daquilo que eles vão enfrentar no marcado de trabalho.
“Nós temos uma disciplina na qual estudamos as raças leiteiras, mas estar aqui não é como estar em classe. Aqui é pegar os nossos conhecimentos e aplicá-las na prática”, diz. Anny revelou que pecuária leiteira não é seu objetivo depois de concluir o curso, mas, mesmo assim veio conhecer mais sobre o assunto, pois não quer se ver sem resposta em uma situação inesperada.
“Se vem um fazendeiro e pergunta sobre uma vaca, o que é que eu diria? ‘Sinto muito, mas na universidade a gente só viu figuras, não sei avaliar seu animal. O senhor vai ter de chamar outra pessoa’”, , exemplifica. “Não tem cabimento”.        
Na prática - O médico veterinário Matheus Silva Vieira, que ministra o curso, lembra que é de grande importância que profissionais da área e produtores do setor saibam fazer o reconhecimento do animal para melhorar o rebanho do Estado.
“Aqui nós avaliamos 17 características na vaca e damos uma pontuação, com o resultado, faz-se a escolha do touro que é melhor indicado para cruzar com ela e assim eliminar seus defeitos nas próximas gerações”, explica.
Segundo Vieira, há dois tipos de avaliação um que observa se as características da raça são fortemente encontradas no exemplar, e a outra que atenta para as de produção. “Nem sempre um animal que é produz muito leite tem consigo o melhor da raça, mas isso não é necessariamente ruim”.
Como exemplo Vieira destacou o gado gir, o qual, no Brasil, duas características da raça são indesejáveis, o umbigo longo –que é mais suscetível a infecções, por arrastar em pastagens altas- e o teta grande, na qual os bocais das ordenhadeiras mecânicas não se encaixam.