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Pecuária

Suplementação mineral é a grande vilã dos custos da pecuária

15 dezembro 2009 - 00h00Por Cepea

A pesquisa realizada pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados e Economia Aplicada) mostra que nos últimos quatro anos (2004-2008) na pecuária de corte nacional, o Custo Operacional Total teve alta de 26,65%, o Custo Operacional Efetivo valorizou 31,96% e a arroba do boi gordo, apenas 23,2%. A situação em análise nos últimos anos vem piorando em relação ao desembolso direto do pecuarista, o que relata um setor majoritariamente descapitalizado, sem forças monetárias para fazer o mínimo de investimento e se deparando com uma crise financeira global.

Os insumos pecuários que mais subiram no acumulado de 2008 foram a suplementação mineral e o grupo de adubos e corretivos (usados para reforma e manutenção de pastagens), com valorizações de 58,1% e de 47,9%, respectivamente. Estes insumos têm forte representação nos cálculos de custo de produção e, com isso, foram os principais responsáveis pela expressiva alta de 28,16% do Custo Operacional Efetivo (COE) no acumulado de 2008.

A aquecida demanda mundial por alimentos no primeiro semestre de 2008 e, conseqüentemente, por insumos de produção (fertilizantes, por exemplo), foi responsável pelo aumento dos gastos do produtor. O sal mineral voltou a ser o grande vilão para os pecuaristas, que sabem a importância do produto (na maioria das vezes, importado) manter ou mesmo melhorar seus indicadores técnicos e, por conseguinte, seus ganhos.

 Logo atrás da suplementação e dos adubos, o terceiro item que mais influenciou o aumento dos custos em 2008 foi o grupo de materiais para construção/manutenção de cercas, com alta de 37%. Essa elevação sinaliza uma demanda maior pelo produto, não só pela pecuária mas principalmente por outros setores que também utilizam derivados de aço e materiais como madeira e tijolos.

Em quarto lugar entre os maiores aumentos está o item “construção em geral”, com reajuste de 29,4% e, em quinto, “animais para reposição”. O encarecimento dos itens de construção em geral reflete em boa parte o aquecimento do setor de construção civil, movimento, portanto, alheio à pecuária. No caso do bezerro, de janeiro a julho de 2008, houve alta de 40% dos preços, devido à baixa oferta. Nos últimos meses, no entanto, a demanda diminui, amenizando o reajuste acumulado do ano que ficou em 25,72% na média Brasil.

 Outros itens que registraram altas no acumulado do ano foram: sementes forrageiras (reajuste de 16,8%), defensivos agrícolas (14,6%), mão-de-obra (12,4%), insumos para reprodução animal (9,1%) e medicamentos em geral (8,7%).