Menu
Busca terça, 22 de junho de 2021
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
28ºmax
16ºmin
Pecuária

Com perspectiva de pressão baixa nos preços, pecuaristas devem estar atentos às planilhas de custo

08 março 2017 - 00h00Por Notícias Agrícolas

A volta do feriado de carnaval tem aumentado a procura por animais. Alguns frigoríficos com escalas mais curtas intensificaram a compra nesta semana, promovendo um pontual momento de alta, mas sem alteração na referência.

Conforme explica o pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho, em função do carnaval alguns pecuaristas se ausentaram no mercado, dificultando a compra das indústrias. Agora com a normalização das atividades, pontualmente alguns frigoríficos paulistas - com intenção de alongar as escalas -, intensificaram as ofertas de compras.

Mas, apesar do aumento na procura por animais, Bernardino ressalta que esse é um movimento pontual e que no curto prazo a tendência da arroba bovina é baixista.

"Por outro lado, tivemos componentes do custo de produção que também apresentaram baixas”, lembra o Bernardino. Para ele, 2017 será um ano desafiador ao pecuarista que só irá "terá rentabilidade se garantir boa produtividade e equalizar os custos".

No período das águas há uma melhora na disponibilidade de animais, além disso, neste ano os analistas esperam um abate maior de fêmeas em função do enfraquecimento nos preço do bezerro e boi magro.

Aliado ao aumento da oferta, o setor vive um dos piores períodos de consumo per capita de carne bovina da história. Dados do PIB (Produto Interno Bruto), divulgado nesta terça (7) apontou que a economia brasileira aprofundou a crise e encolheu mais do que o esperado no último trimestre de 2016, marcando a recessão mais longa do Brasil ao fechar o ano com queda de 3,6 por cento.

Com baixa capacidade aquisitiva, Bernardino lembra que "aumenta a competição da carne bovina com outra proteínas". Assim, temos uma conjuntura de baixa demanda e oferta elevada em 2017.

E a dificuldade em escoar a produção não está apenas no mercado interno. "O câmbio em torno de R$ 3,30 deixa a nossa carne menos competitiva no mercado internacional e dificulta nossas exportações", diz o pesquisador.