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Pecuária

Castração de bovinos com vacina é opção para pecuaristas brasileiros

31 maio 2012 - 03h27Por CANAL RURAL
Castração de bovinos com vacina é opção para pecuaristas brasileiros

  A castração dos animais de corte sempre foi um dilema na propriedade. O animal inteiro, ou seja, sem castrar, tem um comportamento difícil e manejo complicado. Pecuaristas do Brasil e da Nova Zelândia apostam na castração com vacina para resolver o dilema.

A máquina castra sem corte, mas provoca dor e estresse. O canivete deixa marcas na bolsa escrotal do boi e requer observação constante após a cirurgia. O professor da Universidade Federal de Uberlândia, Francisco Carvalho, fez um estudo com 500 animais sobre as consequências da castração cirúrgica. Entre outros dados, ele apurou que o custo do tratamento de um animal com complicações pós-castração chega até a R$ 140. Por outro lado, o boi inteiro também traz prejuízos. A sodomia, que é o ato de um animal montar no outro, provoca, entre outras coisas, problemas nos cascos.

Uma vacina lançada no Brasil promete resolver o dilema da castração. São duas doses, aplicadas com intervalos que variam de um a três meses, dependendo do sistema de produção, pasto ou confinamento. Fernanda Rou, gerente de produto da empresa fabricante, explica que a vacina suspende temporariamente a produção de testosterona nos machos e a função ovariana nas fêmeas. O efeito dura em média de três a cinco meses depois da aplicação da segunda dose.

A seringa é própria, na medida exata de cada dose e oferece mais segurança para o profissional na hora da aplicação. Além de controlar o comportamento dos animais, pesquisas comprovam que a castração melhora a qualidade da carcaça.

Segundo Fernanda, não há limites para a quantidade de doses aplicadas em um animal. Isso dependerá do tempo que a rês vai ficar na propriedade após o início do comportamento sexual, por volta dos 18 meses, até a hora do abate. Da mesma forma, a imunocastração pode ser feita juntamente com outros produtos, como vermífugos e vacinas contra aftosa e doenças respiratórias.

A castração imunológica atende também o bem estar animal, que defende, entre outras coisas que os animais sejam tratados com menos agressividade. O manejo racional ainda não é obrigatório no Brasil, mas já é uma tendência mundial. Na Europa, por exemplo, a castração e a descorna só podem ser feitas com o uso de anestesia.

Um protocolo com duas doses da vacina custa em torno de R$ 16, dependendo da região.