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Zona livre da aftosa precisa de reconhecimento internacional

18 fevereiro 2011 - 00h00Por Agência Alagoas

Em reunião com secretários estaduais de Agricultura e dirigentes de órgãos de Defesa Agropecuária dos sete Estados do Nordeste que estão na zona de risco médio para febre aftosa, na manhã desta quinta-feira (17), em Maceió, representantes do Ministério da Agricultura (Mapa) apresentaram um calendário de metas que deve ser cumprido por todos os Estados para que avancem rumo à zona livre com vacinação.

No Nordeste, apenas Bahia e Sergipe já estão na zona livre com vacinação e, por isso, não participaram do encontro. Enquanto isso, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão estão cumprindo as exigências do Ministério para que obtenham, em bloco, a classificação.

Após concedida pelo governo federal, explicou o diretor de Defesa Animal do Mapa, Guilherme Marques, a classificação para zona livre ainda precisa ser referendada pela OIE, uma organização internacional, também pela União Europeia e pelos Estados Unidos, caso estes países tenham interesse em comprar a carne e os derivados animais oriundos do Nordeste.

Segundo ele, Tocantins, na região Norte, Bahia e Sergipe, no Nordeste, ainda não foram reconhecidos pela União Europeia como áreas livres da febre aftosa, apesar de já terem o título concedido pelo governo federal e poderem comercializar seus produtos normalmente com todos os outros Estados.

“Existem 103 postos fixos de fiscalização que ficam entre a região do país considerada zona livre com vacinação e a região considerada como zona de risco médio”, contou Guilherme Marques. Ele informou também que o Estado de Santa Catarina, o único do Brasil que é zona livre sem precisar de vacinação, possui 60 pontos fixos de fiscalização do trânsito animal nas divisas com o Rio Grande do Sul e com o Paraná.

“A imunização é muito importante, por isso as vacinas utilizadas nas campanhas devem ter qualidade. Outro ponto que nos dá garantias de reconhecimento internacional é fazermos um trabalho sério, comprometido”, garantiu o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim.

Na campanha de novembro de 2010, Alagoas vacinou 96,77% do rebanho, acima do exigido pelo Mapa, que é de 80%. O secretário de Estado da Agricultura de Alagoas, Jorge Dantas, reforçou que o Nordeste encontra-se numa localização privilegiada para evitar o surgimento da febre aftosa.

“Nenhum dos Estados do Nordeste faz fronteira com outros países. Eles têm divisas entre eles próprios e com Estados do Norte, Centro-Oeste e do Sudeste, além do Oceano Atlântico. Dessa forma, para que apareça algum foco da doença no Nordeste, é necessário que haja falha na fiscalização em Estados que já estão na zona livre”, exemplificou o secretário.