Depois de uma semana marcada por novas quedas nos preços do gordo, os frigoríficos abriram a segunda-feira (26/5) operando com escalas de abate ainda confortáveis.
Em contrapartida, parte dos pecuaristas busca segurar as ofertas de boiadas gordas à espera de uma possível recuperação nas cotações da arroba no curto prazo, sobretudo no início de junho, quando entra o dinheiro dos salários dos trabalhadores, elevando o consumo interno de carne bovina.
Segundo a Agrifatto, as chuvas inesperadas registradas em algumas regiões do País – bem no período inicial de seca – ajudam alguns produtores a seguir com a estratégia de retenção dos animais no pasto
Pelos dados da Scot Consultoria de sexta-feira (23/5), nas praças paulistas, o boi gordo “comum”, a vaca gorda, a novilha gorda e o “boi-China” estavam valendo R$ 304/@, R$ 275/@, R$ 288/@ e R$ 306/@, respectivamente (no prazo, valores bruto).
De acordo com o levantamento da Agrifatto, a média brasileira das escalas de abate dos frigoríficos ficou em 9 dias úteis na última sexta-feira, sem alteração em relação à semana anterior.
Goiás se destacou entre as praças monitoradas: a única que variou positivamente, tendo avançado 1 dia na programação, encerrando a semana com 9 dias úteis, informa a consultoria.
Paraná e Mato Grosso do Sul recuaram em 1 dia a programação de abate, ambas finalizaram a semana em 7 dias úteis programado.
A praça paulista e paraense também registraram queda de 1 dia útil nas programações de abate e finalizaram a semana em 9 dias para ambas.
Nas demais praças monitoradas semanalmente pela Agrifatto (RO, MG, TO e MT) não houve variação semanal para a programação de abate.