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MERCADO PECUÁRIO

Preços do boi gordo seguem firmes, com espaço para novas altas no curto prazo

Frigoríficos operam com escalas reduzidas em um ambiente de forte demanda internacional, o que abre caminho para negociações com preços acima da referência

27 fevereiro 2026 - 09h00Por Portal DBO |
Preços do boi gordo seguem firmes, com espaço para novas altas no curto prazo

Os preços do boi gordo andaram de lado nesta quinta-feira (26/2) nas principais praças pecuárias, de acordo com dados apurados pelas consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário nacional.

Pelos dados da Agrifatto, a arroba segue cotada a R$ 355 no Estado de São Paulo, e, nas outras 16 regiões brasileiras monitoradas, a média seguiu estabilizada em R$ 327,80.

Porém, a consultoria detectou negócios pontuais a R$ 360/@ no interior paulista, mas o volume negociado nesse patamar foi insuficiente para estabelecer esse valor como referência de mercado.

Ainda assim, ressalta os analistas da Agrifatto, a praça de São Paulo mantém sua posição como principal balizador dos preços nacionais. 

“Os produtores têm atuado no sentido de consolidar a cotação de R$ 360/@, enquanto aguardam espaço para buscar novos patamares de preço”, ressalta a consultoria.

Paralelamente, afirma a Agrifatto, continuam avançando as operações de exportação provenientes do Mato Grosso com destino a São Paulo, realizadas a R$ 355/@ e abate sob nota fiscal paulista. 

Pelo levantamento da Scot, nesta quinta-feira houve negócios acima da referência para a vaca e a novilha gordas abatidas em São Paulo, mas sem força para mudar a referência. 

Com isso, diz a Scot, o boi gordo segue cotado em R$ 350/@, a vaca em R$ 325/@, a novilha em R$ 335/@ e o “boi-China” em R$ 355/@ (preços brutos, no prazo). 

Conjuntura atual do mercado

O mercado físico do boi gordo segue sustentando pelas boas condições das pastagens, o que permite ao pecuarista a retenção do gado pronto nas fazendas, relata a Agrifatto.

“Tal condição faz com que as vendas dos lotes terminados sejam realizadas de maneira compassada, aumentando o poder de barganha dos pecuaristas diante da indústria frigorífica”, acrescenta a consultoria. 

Além disso, com a oferta de animais terminados ainda restrita, o volume negociado no mercado não tem sido suficiente para alongar as escalas de abate dos frigoríficos, que permanecem limitadas entre 4 e 5 dias úteis, na média nacional.

Pelo lado da demanda, as exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem em ritmo forte, o que contribui para o quadro de baixa disponibilidade de animais terminados.

Estabilidade também no mercado futuro

Na quarta-feira  (25/2), os contratos do boi gordo encerram o pregão da B3 em estabilidade. 

Pelo segundo dia consecutivo, o contrato com vencimento em abril de 2026 fechou cotado a R$ 352,65/@, praticamente o mesmo preço registrado no dia anterior (aumento diário de apenas  0,01%).