Menu
Busca terça, 23 de abril de 2024
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
Previsão do tempo
30º
LEVANTAMENTO

Poder de compra do suinocultor recua frente a milho e farelo de soja

O motivo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), é a valorização do milho e do farelo de soja

23 setembro 2022 - 09h56Por Canal Rural

O poder de compra do suinocultor independente – aquele que não trabalha de forma integrada a grandes agroindústrias – voltou a cair na parcial deste mês de setembro (até o dia 20) em relação a agosto, aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em relatório.

O motivo, segundo o centro de estudos, é a valorização do milho e do farelo de soja, acompanhada da desvalorização do preço do suíno vivo pago ao produtor. Na média de setembro, o suíno vivo tem sido negociado por R$ 6,96 o quilo na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), queda de 3,9% em relação a agosto, mas 0,6% acima da média de setembro do ano passado.

No oeste catarinense, o animal é comercializado por R$ 6,44/kg em média, retração de 4% ante o mês anterior e de 1,6% abaixo da média de igual período do ano passado. Considerando-se o suíno negociado na região SP-5 e os insumos comercializados no mercado de lotes em Campinas (SP), o suinocultor paulista pode comprar 5,02 quilos de milho com a venda de 1 quilo de animal na parcial de setembro, quantidade 5,5% menor que a de agosto, porém 10,8% maior que a de igual mês de 2021.

De farelo de soja, o suinocultor consegue adquirir 2,67 quilos, recuo mensal de 4,9% e anual de 8,1%. Para o produtor catarinense, o cenário não foi diferente, informa o Cepea. No estado, ele consegue comprar 4,37 quilos de milho com a venda de 1 quilo de animal na parcial de setembro, quantidade 2,4% abaixo da do mês passado, mas ainda 6,2% superior à de setembro de 2021.

De farelo de soja, o produtor pode adquirir 2,62 quilos em setembro, recuo mensal de 1,2% e anual de 9,9%. A relação de troca piorou porque, segundo apuração do Cepea, o preço do milho subiu no mercado interno, com o forte ritmo de exportações; a alta no preço externo do grão e a perspectiva de menor produção mundial.

Em Campinas (SP), base do indicador do milho Cepea, a saca de 60 kg tem sido negociada pela média de R$ 83,82 na parcial de setembro, aumento de 1,6% frente a agosto, mas 9,3% menor do que o preço médio registrado em igual período de 2021. No mercado de lotes da região de Chapecó (SC), a valorização mensal foi de 0,3%, com o cereal cotado a R$ 90,53/saca de 60 kg na média parcial de setembro, já no comparativo anual, o movimento é de queda (5,2%).

Quanto ao farelo de soja, os preços no mercado paulista registram alta de 0,8% na parcial deste mês frente a agosto, com a tonelada do produto a R$ 2.625,28/tonelada em setembro. No comparativo anual, o avanço é de 9,4%. Já em Chapecó (SC), o recuo de 0,8% no preço do derivado em setembro, com a tonelada sendo negociada à média de R$ 2.520,95, não foi o suficiente para frear a perda do poder de compra do suinocultor catarinense na parcial deste mês.