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Pesquisador da Embrapa mostrará os desafios e as oportunidades do uso do solo no campo

05 abril 2018 - 22h30Por Suelen Morales | assessoria de imprensa Acrissul | Expogrande

Como um dos palestrantes do Fórum Rural Brasileiro que acontece amanhã (6), a partir das 8 horas, no Tatersal de Elite 2 "Hélio Martins Coelho", o Dr. Gustavo Castro, pesquisador da Embrapa em Campinas (SP), falará sobre o “uso do solo e preservação ambiental" mostrando os desafios do produtor e apontando as oportunidades para o agronegócio brasileiro. 

Segundo o pesquisador, as propriedade rurais ocupam mais de 400 milhões de hectares no Brasil. "Mas não quer dizer que os produtores rurais usem isso. Existe o conceito de uso terras, como ela está sendo utilizada e para qual fim: agrícola, pecuário ou para preservação ambiental. Além disso, existe um código de ética florestal que destina parte dessas terras para preservação ambiental", explica.
 
Em dados essa delimitação de terras representa 20% do Brasil mais de 40% de cada propriedade rural brasileira. "Então o agricultor está cumprindo seu papel de preservar a natureza para as gerações vindouras", afirma.
 
Para Gustavo, o grande diferencial do Brasil para os outros países é o Car (Cadastro Ambiental Rural) que conta com mais de 5 milhões de agricultores inscritos. O cadastro serve para indicar até 18 categorias que as propriedades rurais se encaixam. "A Embrapa trabalha ao lado do produtor rural, então nós queremos mostrar o que tem sido preservado dentro das propriedades. Mostrar que os agricultores brasileiros preservam acima do que a legislação exige e por isso está de parabéns a cumprir o seu papel".
 
O desafio é mensurar os mais de 200 milhões de hectares que o Brasil destina para preservação e usar isso para valorizar o produto rural interno.
Já que o  agricultor compra a propriedade sabendo que não vai utilizá-la em sua totalidade.
 
"Não existe no mundo uma agropecuária mais sustentável que no Brasil e pra isso temos um grande desafio que é valorar isso num papel mostrando quanto custa esse serviço ambiental que o agricultor está disponibilizando para o mundo", defende.
 
A oportunidade é valorizar a contribuição ambiental que está protegendo a  água, as nascentes, o carbono e reduzindo a emissão de gases. "Precisamos  conseguir vender isso, mostrar que temos uma carne brasileira que é carbono neutro. E isso tem que ter um preço diferenciado no mercado externo", conclui.
 
Sobre Gustavo Castro
 
Neto de agricultores do interior de São Paulo, Gustavo Castro, se formou em Agronomia pela Unesp de Botucatu (Universidade Estadual Paulista), onde concluiu o mestrado e doutorado. Em 2012 tornou-se funcionário da Embrapa a principio no Amapá. Atualmente é supervisor do Grupo de Gestão Territorial Estratégia, uma unidade criada recentemente para realizar estudos e propor soluções para regiões problemáticas, por meio de novas tecnologias que beneficiem toda  cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.