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Pecuaristas já comentam que JBS pode iniciar próxima semana pagando à vista

05 junho 2017 - 00h00Por Notícias Agrícolas

Após modificar a forma de pagamento, aceitando apenas contratos no prazo, a JBS pode voltar a pagar à vista na próxima semana. Segundo o pecuarista, Túlio Denari, na região de Sidrolândia (MS) já há conversas de que a empresa poderá encerrar a suspensão de compras à vista, já que muitos produtores têm evitado negociar.

"Não sabemos ainda qual valor eles poderão ofertas, mas já ouvimos conversas de que podem voltar a comprar à vista", diz Denari. Ainda que incerto, há possibilidade de que a JBS abandone a política do pagamento com 30 dias para conseguir alongar suas escalas de abate.

Na região de Campo Grande (MS) a empresa possui duas unidades de abate que estão operando com 20% da capacidade reduzida. Com escalas curtas, a empresa oferta até R$ 2/@ acima da referência, mas sem sucesso na negociação de grandes volumes.

Ao contrário das outras indústrias, que aproveitaram a conjuntura para alongar suas escalas e agora pressionam os preços. Segundo Denari, a referência na região é de R$ 120/@, mas há frigoríficos ofertando até R$ 118/@ à vista.

Assim, mesmo com preço baixo, pecuaristas não conseguem negociar grandes volumes. Sem alternativas de venda, produtores no sul do Estado estão levando seus animais para abater em São Paulo. Já aqueles que não possuem compromissos financeiros imediatos optam por evitar as vendas.

"Temos ouvido muito sobre essa postura retida dos produtores, mas não acredito que essa seja uma boa estratégia. Os animais de reposição estão atrativos e devemos aproveitar", diz Denari.

No período de um ano a cotação do bezerro chegou a perder R$ 350,00 sendo precificado atualmente em R$ 1.000,00/cab. Para Denari, essa seria uma oportunidade de comercializar o animal gordo e refazer o estoque da fazenda mais barato.

Esse cenário, contudo, preocupa os criadores. "Eles estão na pior situação", lembra Denari. Mesmo com os preços baixos da reposição, o interesse por esses animais ainda é baixo. "Os custos para produzir são elevados, na hora de vender o preço é baixo e, ainda não se tem demanda", acrescenta.