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Para Abramilho, leilões ajudam, mas não resolvem

28 maio 2010 - 00h00Por Agrolink.

Mesmo terminado o primeiro dos leilões de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com um total de 72% do grão comercializado para escoar o milho da região Centro-Oeste e Paraná para outros estados brasileiros, o problema do excesso do grão ainda pode prejudicar o abastecimento do País no próximo ano, avalia a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). Para a entidade, a saída seria estimular também a exportação, e não apenas a movimentação interna dos estoques.

“No cenário atual, em que todas as regiões tiveram uma produção de milho excelente, o escoamento do produto pode atrapalhar as regiões”, explica João Carlos Werlang, presidente da Abramilho. “Se estivesse faltando milho em alguma região tudo bem, mas não é o caso. O fato é que quando tem excedente tem que exportar”, completa.

Além disso, o Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) – que tem variado de R$ 2,5 a R$ 6,5 por saca – não resolve a questão dos preços baixos do milho, o que desestimula o produtor a plantar milho. “Com rentabilidade tão baixa, dificilmente os produtores que plantaram milho na última safra repetirão a tendência na próxima. É possível até que falte milho no mercado no fim do ano que vem”, alerta Werlang. Ele lembra que a Abramilho é a favor dos leilões e do PEP, mas não vê as medidas como únicas saídas para o setor.

Na análise da Abramilho, a solução é facilitar as vendas para outros países do grão, mesmo que isso exija outro modelo de exportação para o Brasil. “O que não pode é deixar milho estocado”, afirma a presidente.

Mapa - A Abramilho se reuniu, na tarde desta quinta-feira, em São Paulo, com o Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, e representantes da cadeia milho para discutir medidas necessárias para melhorar a comercialização do grão no Brasil. “As dificuldades de comercialização do milho são conhecidas, mas o governo tem trabalhado para aliviar a situação do setor, facilitar o escoamento do produto e melhorar os preços para os produtores”, destacou o ministro, que ressaltou que o ministério está conduzindo os leilões para estimular o mercado.

No entendimento do representante coorporativo da Abramilho Odacir Klein, que esteve presente na reunião, o encontro foi altamente positivo para abertura do diálogo entre a cadeia do milho e o Ministério da Agricultura, principalmente para aperfeiçoar os pontos necessários dos leilões. “Apesar de não resolver completamente o problema dos altos estoques de milho, os leilões são fundamentais para movimentação do produto”, apontou Klein. Para ele, o ministro se mostrou disposto a batalhar pela solução dos problemas do setor. As informações são de assessoria de imprensa.