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Pecuária

Movimento de descarte de fêmeas continua acima da média histórica, diz Agrifatto

Atual processo de abate da categoria segue forte, sendo um dos responsáveis pelo enfraquecimento nos preços da arroba, observa analista

16 maio 2024 - 15h22Por Portal DBO

A pressão baixista sobre os valores do boi gordo voltou a ganhar força nas praças brasileiras, relata a Agrifatto.

Neste momento, os pecuaristas brasileiros tentam, com bastante dificuldade, segurar os preços da arroba nos patamares atuais, enquanto as indústrias apresentam programações de abate bem confortáveis.
Tal conjuntura, diz a Agrifatto, aumenta a chance de novas quedas da arroba no curtíssimo prazo (próxima quinzena do mês), observam os analistas.

“Com uma postura mais agressiva, os frigoríficos conseguiram alongar o atendimento das escalas para 12 dias, na média nacional”, relata a Agrifatto.

Porém, pelos dados apurados pela consultoria, nesta quarta-feira (15/5), os preços do boi gordo ainda permaneceram estáveis nas principais praças do País.

No entanto, reforça a Agrifatto, “a tendência aponta para ajustes negativos imediatos nas cotações do animal terminado”. Ontem, quarta-feira (15/5), a cotação da arroba em São Paulo (média entre o boi “comum” e o “boi-China) permaneceu em R$ 225/@, segundo apuração da Agrifatto.

No cenário doméstico, diz a consultoria, após o pagamento dos salários de abril na semana anterior e o Dia das Mães no domingo, as vendas de carne bovina no varejo e as distribuições no atacado variaram entre “razoáveis e fracas”.

“A expectativa, a partir de agora, é de uma redução na demanda interna de carne bovina, um reflexo da maior descapitalização da população”, afirmam os analistas, referindo-se ao natural esgotamento dos salários pagos aos trabalhadores no início do mês.

Enquanto isso, os pecuaristas brasileiros sentem mais dificuldade em segurar as boiadas gordas nas fazendas, devido à queda de qualidade das pastagens, consequência da chegada do período seco nas regiões do Brasil Central.

É preciso levar em conta também o atual processo de descarte de fêmeas, que continua fortalecido, conforme destaca o economista Yago Travagini, da Agrifatto.

“São 15 meses consecutivos com participação de fêmeas acima da média histórica mensal, o que ajuda a explicar o enfraquecimento nos preços do boi gordo”, afirma o analista.

No mercado futuro, no pregão desta terça-feira (14/5) da B3, a tendência predominante foi de desvalorização para a maioria dos contrato do boi gordo, informa a Agrifatto.

O contrato com vencimento em maio/24 foi negociado em R$ 224,10/@, uma queda de 0,60% em relação ao dia anterior.

Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na quarta-feira (15/5):

São Paulo — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abates de treze dias;

Minas Gerais — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de doze dias;

Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de dez dias;

Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$207,50. Vaca a R$185,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de doze dias;