Ao contrário da fraca movimentação observada na semana passada, as vendas de carne bovina no varejo de São Paulo iniciaram esta semana em ritmo normal, sustentadas pelo retorno às aulas, pela entrada da massa salarial de julho no quinto dia útil e pela proximidade do Dia dos Pais, em 9 de agosto, relata a Agrifatto.
Com isso, diz a consultoria, a expectativa é de que o consumo da proteína permaneça consistente ao longo da primeira quinzena do mês, o que pode estimular a procura por lotes terminados e, assim, fortalecer o movimento de alta da arroba nas principais regiões de pecuária do País.
Nesta terça-feira (4/8), a Agrifatto detectou valorização nos preços do boi gordo em 4 das 17 praças brasileiras acompanhadas diariamente: MA, PA, RO e TO.
Nas demais regiões monitoradas pela consultoria, os preços da arroba ficaram estáveis, incluindo a praça de São Paulo, onde o boi gordo com ou sem padrão-China segue valendo R$ 350/@, no prazo, mantendo viés de alta.
“As praças de SP e PR continuam registrando negócios pontuais com boi gordo entre R$ 355/@ e R$ 360/@, enquanto as novilhas alcançaram até R$ 350/@”, informam os analistas da Agrifatto.
Em MG, PA e TO, diz a consultoria, também foram observadas operações com boi gordo a R$ 345/@, igualmente acima das referências médias regionais
No entanto, segundo a Agrifatto, por envolverem pequenos volumes de venda e estarem concentradas em frigoríficos de menor porte, voltados quase exclusivamente ao mercado doméstico, essas negociações nas praças citadas acima (SP, PR, MG, PA e TO) ainda não possuem representatividade suficiente para influenciar as referências de mercado.
Alta nos lotes de fêmeas gordas
Segundo levantamento da Scot Consultoria, as cotações da vaca e novilha terminadas subiram R$ 2/@ nesta terça-feira, em São Paulo, para R$ 322/@ e e R$ 337/@, respectivamente (no prazo).
Por sua vez, o boi gordo paulista destinado ao mercado interno segue em R$ 348/@, enquanto o “boi-China” está em R$ 350/@.
Segundo a Agrifatto, o movimento de alta no mercado brasileiro do boi gordo segue sustentado pela oferta restrita de animais terminados, pela dificuldade da indústria em alongar as escalas de abate, que permanecem, na média nacional, entre cinco e seis dias úteis, e pelo fortalecimento da demanda doméstica de carne bovina com a entrada da primeira quinzena de agosto.
“Esse conjunto de fatores já proporcionou duas semanas consecutivas de reajustes positivos no mercado atacadista e tende a manter o ambiente de negócios firme nas negociações previstas para a próxima quinta-feira”, ressalta a consultoria.
Futuros recuam
No mercado futuro da B3, os contratos do boi gordo fecharam o pregão de segunda-feira (3/8) em baixa pelo segundo dia consecutivo.
O destaque ficou com o contrato de agosto/26, que encerrou cotado a R$340,95/@, com desvalorização de 1,97% em relação ao encerramento da sessão anterior.




