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Meio ambiente: Zoneamento de pastagens na Amazônia começa a ser definido

09 fevereiro 2010 - 00h00Por DBO.

Definir o tipo de cobertura de pastagem mais adequado para cada região da Amazônia, e assim diminuir a pressão pela abertura de novas áreas para pecuária. Esse é o objetivo do Zoneamento Agroecológico de Pastagens na Amazônia, que está sendo coordenado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Na última sexta-feira (5), representantes de diversos setores se reuniram em Brasília para discutir o assunto, inclusive representantes de várias unidades da Embrapa.

O chefe-geral da unidade do Acre, Judson Valentim, apresentou as pesquisas, tecnologias e políticas adotadas pelo Estado para reduzir o impacto da pecuária na Amazônia. "Além disso, a Embrapa Acre já realizou o zoneamento do risco de morte do braquiarão no Acre, no qual levantamos as características dos solos da região. Essas informações serão fundamentais na proposta de Zoneamento de pastagens do Governo Federal", ressalta.

A Amazônia Legal possuía, em 2006, cerca de 42 milhões de hectares ocupados com pastagens cultivadas com forrageiras. Segundo Valentin, 40% desse total está em estado moderado a avançado de degradação. Em uma média do nível de degradação, seriam necessário cerca de US$ 8,4 bilhões para recuperar essas pastagens. "Nesse cálculo, utilizamos tanto o custo de métodos tradicionais, com maquinário, quanto com sistemas alternativos. Para driblar esse alto custo, a Embrapa vem desenvolvendo tecnologias que sejam econômica e ambientalmente viáveis", declara.

O pesquisador aponta uma série de tecnologias e processos que são adotados em determinadas propriedades do Acre e que aumentam a produtividade da pecuária sem a necessidade de abertura de novas áreas para o pasto. "Enquanto no Brasil a média da taxa de lotação do pasto é aproximadamente uma cabeça por hectare, nessas propriedades chega a 2,9", diz.