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Mais da metade das forrageiras existentes no Brasil tem origem africana

09 junho 2010 - 00h00Por Globo Rural.

Na sexta-feira a bola começa a rolar nos gramados da África do Sul. Durante um mês, os olhos do mundo vão querer saber quem joga o melhor futebol.

Agora, você sabia que os gramados de lá tem muito a ver com os gramados do Brasil? Mais da metade das forrageiras existentes hoje no Brasil tem origem no continente africano.

Nos estádios ou campinhos de futebol a presença africana. Muitas espécies de grama atravessaram o Atlântico para cobrir nossos gramados. Mas a maior variedade de capins está no campo. É um dos mais importantes alimentos para o gado.

Na Fazenda São Vicente, em Coronel Pacheco, na zona da mata de Minas Gerais as vacas comem com gosto a grama estrela, que tem o nome científico de cynodon nlenfuensis. É encontrada em vários países do continente africano. Entre eles, a África do Sul.

O produtor André Scarlatelli escolheu a forrageira para áreas de baixada. “Ele é um capim muito bom. O gado gosta de comer. Ele é resistente na parte baixa e fica sempre verdinho”, falou.

No campo experimental da Embrapa Gado de Leite, também em Coronel Pacheco, há uma coleção de forrageiras também da África.

O engenheiro agrônomo da Embrapa Vander Pereira contou como elas chegaram ao Brasil. “A chegada dos capins africanos no Brasil se deu inicialmente como cama dos navios negreiros. Então, esses capins chegaram e acabaram sendo jogados nos morros e germinaram”, contou.

As espécies do gênero braquiária são as mais cultivadas no Brasil. Outra forrageira originária da África é panicum maximum, chamada popularmente de panicum, que tem qualidade nutricional melhor.

Já a pennisetum purpureum, o conhecido capim elefante, produz grande quantidade de matéria verde e é bastante versátil. Pode ser usado tanto para pastejo do gado como picado no cocho para os animais.

Muitos capins foram melhorados no Brasil pelos pesquisadores. É o caso do capim elefante anão, que chega a até 1,5 metro de altura. O elefante comum é bem mais alto e pode atingir até seis metros.

É assim que fazemos o intercambio de informações: da África para os campos brasileiros e do Brasil para os campos da África na agropecuária e também no futebol.