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JBS retoma abates com redução de 35% da capacidade de produção

28 março 2017 - 00h00Por G1 MS

A JBS retomou na manhã desta segunda-feira (27) a produção de carne bovina nas 33 unidades do país que tinham tido o abate suspenso na semana passada por três dias. Esses frigoríficos e outros três da empresa - que estavam com atividade normal - agora trabalham com redução de 35% da capacidade produtiva.

A informação é da assessoria de imprensa do grupo, que afirma que a situação pode mudar: "a JBS está avaliando a retomada de sua capacidade produtiva após o fim do bloqueio das importações por parte de China, Chile e Egito, mas continua aguardando a definição de importantes mercados exportadores como União Europeia e Hong Kong".

A suspensão e consequente redução da produção se deve por conta da redução na exportação de carne brasileira, que despencou depois da operação Carne Fraca. A ação da Polícia Federal (PF) apontou irregularidades em frigoríficos pelo país.

No ano passado, 40% da receita da JBS Mercosul, unidade do grupo que produz carne bovina, veio de exportações, o equivalente a R$ 11,5 bilhões.

A fábrica da Seara, do grupo JBS, em Lapa (PR), é uma das investigadas na operação. A Polícia Federal apura irregularidades no procedimento de certificação sanitária. Além da Seara, a JBS é responsável pela produção dos produtos da Friboi e Swift. O grupo tem dito que não compactua com desvios de conduta de seus funcionários e tomará todas as medidas cabíveis.

Restrições à carne brasileira

O governo suíço ampliou a suspensão da importação de carne brasileira de quatro para 21 frigoríficos investigados. Além da Suíça, África do Sul, Japão, Arábia Saudita, Canadá, Emirados Árabes, Peru, Vietnã e a União Europeia também estão com restrições à importação.

Onze países suspenderam a compra de qualquer carne brasileira. China, Chile e Egito, que tinham banido toda carne brasileira, retomaram a importação no fim de semana, mas mantiveram o entrave às unidades que estão sendo investigadas.

Estados Unidos, Malásia e Argentina ampliaram o controle sanitário. Outros três países: Rússia, Israel e Barbados pediram explicações ao governo brasileiro.