A Indonésia habilitou 21 novos estabelecimentos brasileiros para exportação de carne bovina, ampliando para 73 o número de SIFs autorizados a atender o mercado indonésio, pertencentes a 26 empresas.
A aprovação ocorreu após auditoria realizada pela Direção-Geral de Pecuária e Saúde Animal (DGLAHS), do Ministério da Agricultura da Indonésia, entre 27 de junho e 5 de julho de 2026. Todos os 21 estabelecimentos brasileiros auditados foram habilitados.
As novas habilitações contemplam unidades da Frigomarca, Frigorífico Silva, Frigosul, Golden Imex, JBS, Masterboi, Naturafrig e Plena, todas associadas à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), distribuídas por Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins.
Desde 2025, o Brasil ganhou 52 novas habilitações para o mercado indonésio, passando de 21 para 73 plantas autorizadas, crescimento de cerca de 247%. A rodada anterior ocorreu em setembro do ano passado, com 17 novas unidades. Também em 2025, a Indonésia ampliou o acesso da carne bovina brasileira para produtos como carne com osso, miúdos, produtos cárneos e preparados de carne.
A relação comercial acompanha esse avanço. No ano passado, o Brasil exportou 43,2 mil toneladas de carne bovina para a Indonésia, que encerrou 2025 como o 13º maior destino do produto brasileiro. Com mais de 280 milhões de habitantes, a Indonésia se consolida como um mercado relevante para a estratégia de diversificação dos destinos da carne bovina brasileira.
As novas habilitações são resultado das tratativas conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) junto às autoridades indonésias, com apoio técnico do setor privado, e reforçam o trabalho conjunto para ampliar a presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
“Esse resultado mostra a importância do trabalho que o Mapa vem realizando na abertura e ampliação de mercados para a carne bovina brasileira. A Indonésia é um parceiro importante, com o qual temos muito espaço para avançar. A diversificação de destinos fortalece o setor sem alterar uma característica fundamental da nossa produção: cerca de 70% da carne bovina produzida no Brasil permanece no mercado interno. Quanto mais mercados e plantas habilitadas, mais oportunidades criamos para toda a cadeia”, destacou Roberto Perosa, presidente da ABIEC.




