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Funai emite laudo sobre desapropriação de terras produtivas para destinar à 15 famílias guarani

28 janeiro 2010 - 00h00Por Notícias Agrícolas

Hoje na região de Getulio Vargas, município ao norte do Rio Grande do Sul, produtores protestam contra laudo da Funai que diz que 4 mil hectares de terras altamente produtivas da região terão que ser desapropriadas e destinadas à 15 famílias de índios guaranis. Hoje a localidade é habitada por mais de 385 famílias de imigrantes italianos e poloneses.

Em apoio, comerciantes não abriram suas lojas e os produtores revoltados queimaram cópias de escrituras públicas que representam mais de 100 anos da história da colonização do município e seus arredores.

A reserva nomeada Reserva Indígena do Mato Preto abrigará índios guaranis que já pertenciam a outras reservas e é o que os habitantes alegarão no processo administrativo que movem contra o laudo da Funai para recuperar suas terras. “Nós já estamos com todos os historiadores e geógrafos e com assessoria jurídica contratada, mas no momento, estamos na fase do processo administrativo. Se nós não tivermos vitória no processo administrativo, teremos que recorrer à esfera judicial, nos conformes da jurisprudência do Governo”, explica a situação o presidente do sindicato rural de Getulio Vargas, Leandro Granella.

Segundo Granella, toda essa questão trouxe terror social e econômico aos agricultores que já não vêm motivação para continuar produzindo nas suas propriedades. “O grande problema é essa insegurança institucional, essa falta de segurança com direito a propriedade”, diz.