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Friogoríficos exportadores precupados com o baixo volume de contratos de boi a termo

28 janeiro 2010 - 00h00Por Rural Business.

Os frigoríficos exportadores brasileiros estão preocupados com o baixo volume de contratos de boi a termo sendo fixados no Brasil. De olho neste cenário o JBS Friboi tenta através de propaganda aumentar o volume destes contratos não só no Brasil, mas também na Argentina onde possui agora cinco plantas frigoríficas, onde já tem também o status hoje de ser o maior produtor e exportador de carne do país.

Segundo apurou a Rural Business, o movimento do grupo na Argentina não está sendo visto com bons olhos pelo setor de pecuária de corte, pois nos bastidores do mercado já se fala em acertos do frigorífico com o governo Kirchner onde se tenta acabar com o mercado de Liniers e passar a dar referência de preços do gado gordo no país, através de contratos futuros na Bolsa de Mercadorias, seriam umas das ações tramadas hoje no país.

Nos últimos meses de 2009, Carlos Oliva Funes, presidente do frigorífico argentino Swift Argentina controlado pelo grupo JBS, vem defendendo a necessidade da criação no país de um mercado futuro de boi gordo, como existe atualmente no Brasil.

Ainda segundo Funes, o grupo já está se movimentando para tentar impulsionar fortemente a consolidação de um mercado futuro de boi gordo na Argentina, logicamente defendendo a bandeira de que “o mercado de futuro permite unificar os diversos atores em um só lugar, dando transparência na divulgação de preços,” afirmou  Funes na ocasião aos jornalistas.

Na visão de especialistas de mercado, hoje na América do Sul ainda se usa a febre aftosa para segurar preços, mas existem também à ferramenta do Mercado Futuro do boi gordo onde, segundo estes, os grandes frigoríficos tomam conta das operações e mexem nos contratos para lucrarem nos chamados contratos de boi a termo.

Além disso, especula-se que usam da manobra de elegerem políticos para realizarem estratégias tributárias para controlar o mercado como, por exemplo, manter impedida a ações de compradores com ICMS alto nas operações interestaduais de gado em pé nos principais estados produtores do Brasil. Essas ações fazem parte de um amplo pacote estratégico destinado a controlar e segurar os preços do gado.