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Força feminina: Senar/MS incentiva mulheres na busca de alternativa de renda familiar

11 abril 2017 - 00h00Por Famasul

A mulher carimbou o protagonismo no meio rural. O papel de quem só era responsável pelas atividades cotidianas da casa, como os afazeres domésticos e o cuidado dos filhos, ficou para trás. Melhor dizendo, bem para trás. De salto alto ou não, lá estão elas na lida do campo, acompanhando a produção de perto, e mais, tomando frente na gestão do negócio, planejando, executando e tomando decisões.

“Temos mulheres com perfil para pecuária, outras para agricultura, e até mesmo mulheres envolvidas no setor florestal. Muitas empresas, inclusive, dão preferência para a mão de obra feminina, pois as máquinas são altamente tecnológicas e sensíveis e a mulher tem um zelo maior com a ferramenta de trabalho. Elas resolveram abraçar a causa e sair da zona de conforto”, destaca a diretora-secretária do Sistema Famasul e coordenadora educacional do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Senar/MS, Terezinha Cândido.

Para dar o pontapé inicial desta nova capacitação o Senar/MS realiza, neste sábado (08) o workshop de artesanato: bonecas em pano. O evento será realizado no estande do Sistema Famasul, no parque de Exposições Laucídio Coelho, durante a Expogrande 2017. O início está marcado para as 17 horas e terá a duração de quatro horas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local.  “O público-alvo são as mulheres, mas claro que os homens também podem e devem fazer. O importante é participar”, reforça Terezinha Cândido.

Muitas mulheres utilizam também seus dons na produção de alimentos artesanais, como queijos, doces e pães, e também nos trabalhos artísticos e manuais, como crochê, bordado e tecelagem. Seja no campo ou fora dele, a perspectiva delas é uma só: a geração de renda.

No Mato Grosso do Sul a força da mulher está bem evidente nas estatísticas. De acordo com o censo populacional do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - de 2000, 5.782 lares na zona rural eram chefiados por mulheres. Uma década depois esse número mais que triplicou. No censo de 2010, 19.648 mulheres do campo eram responsáveis por suas famílias, o que corresponde a um crescimento de quase 240%.

Atendendo a essa demanda, o Senar/MS, por exemplo, lançou seis novos cursos para a área de artesanato: artes em tecido, bordado em ponto crivo, crochê com barbante, linhas de fuxico, tecelagem manual no tear de pente liço e técnicas de envelhecimento (pano assado). “O artesanato é só o atrativo, porque o objetivo é fomentar entre as mulheres o empreendedorismo e melhorar a autoestima. Queremos desenvolver potenciais e empoderá-las!”, explica a coordenadora educacional.

O projeto piloto foi realizado dentro da sede do Sistema Famasul, onde várias colaboradoras participaram de uma oficina do curso de artes em tecido. Elas saíram um pouco do seu cotidiano e se entregaram a essa atividade, que pra muitas foi uma terapia.  É o caso da assessora Jurídica do Sistema Famasul, Giovana Campos: “Cresci no meio de artesanato, porque minha mãe tinha muita habilidade com trabalho manual, e quando pequena fiz pintura e gesso, e esse curso me relembrou de muita coisa. Me fez descobrir algo além de filha, mãe e esposa”.

“O curso desperta o saber que você é capaz, que você pode mais, é muito bom reconhecer algo que você desconhece e descobrir essa habilidade de construir uma boneca de pano. Até mesmo o erro, o furo do dedo é emocionante. A gente acaba aprendendo a lapidar melhor a vida. É muito gratificante!”, declara a advogada.

Atualmente, a arte passou a fazer parte da vida da Giovana. De um lado o exercício do Direito, do outro o talento em cada peça de artesanato. “Eu entrei de cabeça. Continuo a fazer em casa, fico até duas e meia da manhã acordada, estou cheia de encomendas de bonecas de pano, te desliga de tudo e é muito apaixonante. Até mesmo no trabalho as pessoas comentam, existe a Giovana antes do curso e depois do curso. Ele te transforma, pois melhora o relacionamento interpessoal, com a família, com os colegas de trabalho, despertando o lado da colaboração”, afirma.